Arquitetura

Comunicação CAU/SC

A Caixa Econômica Federal publicou Edital de Credenciamento para empresas especializadas em Engenharia, Arquitetura, Agronomia e Geologia interessadas em prestar serviços nas áreas de saneamento, infraestrutura e habitação.

As empresas que preenchem os requisitos determinados no edital do banco público ficam habilitadas a contratação direta para serviços da sua área específica. Outra vantagem para a empresa de arquitetura credenciada à Caixa é que não há termo de exclusividade, o que permite conciliar a prestação de serviço com outros empregos ou atividades.

Para participar, a empresa precisa realizar previamente o procedimento de cadastro no Portal de Licitações CAIXA (www.licitacoes.caixa.gov.br) e, em seguida, realizar a Certificação da documentação necessária em uma agência da CAIXA.

O cadastramento tem prazo indeterminado. No entanto, a certificação tem vigência de um ano. Após este prazo, o procedimento deve ser renovado caso o profissional ou escritório siga interessado em futuros contratos pela CAIXA.

Os documentos requeridos para a qualificação técnica e todas as informações estão disponíveis no edital. Veja como acessar:

Passo-a-passo:

1 – Acesse o portal www.licitacoes.caixa.gov.br
2 – Identifique o campo “Pesquisa de Certame”
3 – Selecione a modalidade “Credenciamento/Pré-Qualificação”
4 – preencher o campo “Procedimento” com o número 1989


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Escritório de arquitetura alcança menções honrosas em concursos nacionais

Comunicação CAU/SC

Proposta para sede do CAU/TO prevê uso do pré direito duplo na entrada, pátios externos ajardinados e filtros de luz oportunizados por um cobogó cerâmico | FOTO: Divulgação

Uma equipe de arquitetos e urbanistas, ligados ao escritório Via Arquitetura, de Joinville, conquistou a segunda menção honrosa em concursos nacionais do setor: o concurso para a sede do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do estado do Tocantins e o concurso Weefor, promovido por uma incorporadora e realizado pela AsBEA/PR.

Em dezembro do ano passado, a equipe do escritório Via Arquitetura, composta pelos arquitetos Eduardo Baptista Lopes, Eduardo João Berté, Marcelo Galafassi, Carolina Rocha Carvalho e Nedilo Xavier Pinheiro Junior, teve projeto selecionado no concurso entre os estudos preliminares apresentados para a nova sede do CAU/TO. O projeto mereceu uma das três menções honrosas concedidas pelo concurso. O vencedor foi o escritório mineiro Arquitetos Associados, seguido dos escritórios NV Arquitetura Eireli (2º lugar) e 0E1 Arquitetos (3º). Além da Via Arquitetura, mereceram menção honrosa os escritórios Conceito Arquitetura e Sauermartins Arquitetos.

Na seleção das propostas, o CAU/TO levou em consideração aspectos econômicos, legalidade e sustentabilidade em todas as fases da implantação da edificação. A comissão julgadora observou critérios como valorização da acessibilidade e dos espaços públicos, soluções de conforto térmico e eficiência energética, viabilidade técnico-construtiva e orçamentária e economia e eficiência na manutenção. Segundo o arquiteto Eduardo Baptista Lopes, o projeto da Via Arquitetura procurou ainda prestigiar aspectos culturais locais. “A nossa proposta destacou-se ao resgatar o uso do bloco cerâmico maciço na fachada, disposto de forma parametrizada, remetendo ao trançado indígena característico do Estado”, afirma.

Frontal do projeto para o concurso Weefor | Foto: Divulgação

A segunda menção honrosa conquistada pela equipe dos arquitetos Eduardo Baptista Lopes, Eduardo João Berté, Gustavo Peters de Souza e Nedilo Xavier Pinheiro Junior  foi no concurso 1° aberto de Arquitetura, que selecionou projeto arquitetônico para um empreendimento residencial em Curitiba/PR. O destaque apontado pela comissão julgadora foi a leitura dinâmica e contemporânea atribuída à fachada. “Ao desenvolvermos o projeto, repensamos em todos os espaços, todas as funções do edifício, buscando sempre o disruptivo, o inovador”, conta Eduardo Baptista Lopes.

A equipe apostou na multiplicidade de uso dos espaços, propondo zonas de permanência nas circulações horizontais, o uso da cobertura como estufa para hortas orgânicas e aeroporto de drones. Áreas como salões de festas, academia e outros espaços de uso comum foram distribuídas entre os pavimentos, estimulando as relações sociais. A proposta para a garagem também é inovadora, oferecendo a possibilidade de implantar nas vagas áreas de escritórios, oficinas, ateliês e outras iniciativas caso o morador não utilize automóvel. “O importante é a crítica que fizemos aos espaços de uso comum do edifício, e como podíamos transformá-los em áreas ainda mais vivas e produtivas”, aponta o arquiteto.


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Corpo de Bombeiros promove Workshop de Segurança Contra Incêndio em Içara

Comunicação CAU/SC

Em celebração à Semana de Prevenção a Incêndios e ao Dia Nacional do Bombeiro, celebrado em 2 de julho, o 4º Batalhão Bombeiro Militar promove o “Workshop de Segurança Contra Incêndio” nos dias 1º à 3 de julho, na cidade de Içara. A programação foi dividida por áreas de interesse e as inscrições podem ser realizadas por profissionais (civis) e militares através de formulário online. O evento tem como objetivo discutir melhorias de Segurança Contra Incêndio na região do 4º BBM, com a apresentação de desafios e providências  para resolvê-los. Através do formulário, também podem ser registradas sugestões de melhorias para o processo de regularização, encaminhadas pelos participantes.

Programação:

O primeiro dia do workshop será dedicado aos responsáveis técnicos (engenheiros e arquitetos); o segundo aos proprietários, administradores e síndicos e o terceiro dia será reservado aos contabilistas. As vagas são limitadas e cada participante pode se inscrever em um, dois ou nos três datas do evento, bastando apenas marcar os dias de interesse.

1º de julho: Voltado aos responsáveis técnicos pelos Projetos Preventivos Contra Incêndio, com apresentação dos principais motivos de indeferimento de projetos em 2018 pelo quartel de Içara, orientações para evitá-los e como a Segurança Contra Incêndio tende a evoluir no Estado catarinense com a nova doutrina desenvolvida.

2 de julho: Será explicado como funciona a perícia de incêndios e explosões realizada pelo CBMSC, para que ela serve e como contribui para a melhoria da Segurança Contra Incêndio. Também será abordada a segurança contra incêndio para condomínios residenciais multifamiliares, conteúdo voltado principalmente para moradores, síndicos e administradores destes empreendimentos, visando conscientizá-los de que os sistemas e medidas de segurança exigidos pelo CBMSC são para que eles próprios utilizem, combatendo princípios de incêndio antes que evoluam para um sinistro maior.

3 de julho: Tem como público alvo os responsáveis pelas solicitações e entradas de processos para regularização junto ao CBMSC, especialmente contadores, para orientá-los sobre como realizar de maneira correta as solicitações junto ao órgão e acelerar o processo.

Workshop: Contribuições para melhoria da Segurança Contra Incêndio
Dias 1º, 2 e 3 de julho de 2019
Auditório da Cooperaliança
Rua Ipiranga, 333, Centro de Içara.

Dúvidas sobre as inscrições podem ser esclarecidas com o 4º Batalhão Bombeiro Militar, com sede em Criciúma: Telefone: (048) 3403-1550.

Dúvidas relacionadas a assuntos abordados no Workshop podem ser registradas diretamente no formulário, disponível em: https://bit.ly/2LfPy6N.

Fonte: CBM


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Atuação profissional é tema do IAB Talk, em Criciúma

Comunicação CAU/SC

O Instituto de Arquitetos do Brasil – núcleo Criciúma promove no dia 13 de junho mais uma edição do IAB Talk. O evento, que acontece a cada três meses com o intuito de fomentar discussões de interesse dos profissionais debaterá desta vez o tema Atuação Profissional. Veja quem são os convidados do debate, que será mediado pela arquiteta Vânia Búrigo, ex-presidente do IAB – SC:

Os ingressos custam R$ 20 e R$ 15 para estudantes e associados. As inscrições são feitas neste link

 


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Código de Ética orienta sobre a formalização de contrato de trabalho

Ana Araujo

A formalização dos serviços arquitetônicos e urbanísticos é um dever previsto no código de ética profissional. A orientação é da Comissão de Ética e Disciplina do CAU/SC.

Confira o que diz o Artigo 4.2.10 do Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil:

O contrato entre o profissional e o contratante deve definir as especificações da obra (concepção, construção etc.) e o que mais se refira às suas atividades, tarefas, trabalhos. O termo também pode evitar possíveis contestações, controvérsias ou conflitos litigiosos.

Para orientar os profissionais sobre a produção de contratos de serviço, a Gerência Técnica do CAU/SC produziu uma série de vídeos que estão disponíveis no canal do CAU/SC no Youtube. Divididos em quatro episódios, os audiovisuais alertam sobre temas como a qualificação das partes, as obrigações do contratante e contratado, propriedade intelectual, condições de remuneração, prazo de duração, acordo de confidencialidade, extinção e rescisão contratual.

Confira!


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Cartilha alerta para adaptações necessárias em residências de pessoas idosas

Comunicação CAU/SC

Mais de 30 milhões de pessoas no Brasil tem mais de 60 anos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgada pelo IBGE em abril de 2018. O envelhecimento populacional provoca arquitetos e engenheiros a idealizarem casas que se ajustem às necessidades deste público. Pensando em alertar os profissionais para esta demanda, o CAU do Mato Grosso em parceria com outras organizações lançou a cartilha Casa Segura, em que alerta para a adoção de medidas que garantam a segurança de pessoas idosas nas residências.

Nos hospitais do SUS, 75% dos acidentes com lesões traumáticas ocorrem nas próprias casas dos acidentados, segundo informa a própria cartilha. São casos de poderiam ser evitados com adaptações simples, como instalações de alavancas, iluminação e maçanetas adequadas, por exemplo.

São idealizadores do projeto, além do CAU/MT, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Mato Grosso, o Conselho Regional de Engenharia/MT, Unimed e implantes Astramed. O material foi lançado durante o 1º Fórum do Idoso, realizado em Cuiabá, e está disponível no site do CAU/SC neste link.

Oportunizar segurança e autonomia para pessoas idosas está alinhado com a meta 23 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que é balizador do Plano de Gestão do CAU/SC: “Meta 23. As pessoas que estão vulneráveis devem ser empoderadas. Aqueles cujas necessidades são refletidas na Agenda incluem todas as crianças, jovens, pessoas com deficiência (das quais mais de 80% vivem na pobreza), as pessoas que vivem com HIV/AIDS, idosos, povos indígenas, refugiados, pessoas deslocadas internamente e migrantes. Decidimos tomar medidas e ações mais eficazes, em conformidade com o direito internacional, para remover os obstáculos e as restrições, reforçar o apoio e atender às necessidades especiais das pessoas que vivem em áreas afetadas por emergências humanitárias complexas e em áreas afetadas pelo terrorismo.” 


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Onde você quer uma oficina do ‘Arquitetando o Seu Negócio’ em 2019?

Publicado em 24 de setembro de 2018

Dando continuidade ao projeto Arquitetando o seu negócio, que o CAU/SC e o Sebrae/SC promovem desde 2015, estamos realizando as primeiras oficinas do projeto em 2018. As turmas de Florianópolis e Itajaí foram preenchidas em menos de 48 horas (agora o Sebrae está finalizando a inscrição e o pagamento junto aos pré-inscritos). Em Joinville as últimas vagas ainda estão disponíveis (corre lá: http://www.causc.gov.br/agenda/arquitetando-seu-negocio-joinville/) .

Aproveitando o sucesso das inscrições e o retorno dos arquitetos pelas mídias do CAU/SC, gostaríamos de fazer uma enquete para saber onde você quer o Arquitetando o seu Negócio em 2019. Estamos em fase de programação para o próximo ano, com esse dado poderemos alinhar com o Sebrae/SC as datas e os locais para 2019.

Portanto, manifeste-se pelo link:

http://www.causc.gov.br/comunicacao/eventos/registro-de-interesse/

Mobilize seus colegas para que possamos levar mais oficinas do projeto para a sua cidade. São 22 vagas por evento, dependendo da demanda de cada região e da disponibilidade dos consultores do Sebrae/SC, vamos chegar a mais cidades do estado!


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SP: Seminário-oficina discutirá planejamento urbano metropolitano

No dia 22 de setembro, São Paulo abrigará o seminário-oficina “Política Metropolitana – Governança, Instrumentos e Planejamento Metropolitano”. O evento tem o objetivo de contribuir para a implementação da agenda de política metropolitana com o uso dos mecanismos previstos no Estatuto da Metrópole.

A iniciativa é uma parceria do Instituto Pólis com o IAB-SP, a Casa Fluminense, a Cities Alliance e a WRI-Brasil. As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas pelo e-mail politicametropolitana@polis.org.br.

 

sao paulo
Vista aérea da cidade de São Paulo (Foto: EBC)

O debate deverá abordar a estruturação dos observatórios pilotos metropolitanos para o desenvolvimento da política metropolitana. As discussões serão norteadas pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11, “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”, e pela Nova Agenda Urbana da ONU, aprovada em 2016.

No seminário-oficina, os palestrantes convidados apresentarão suas reflexões a partir de perguntas pré-elaboradas pela coordenação e que nortearão o debate aberto ao público conduzido pelo mediador. Participarão pesquisadores da área, gestores públicos e representantes de entidades ligadas a Arquitetura e Urbanismo. O evento também terá transmissão online aberta pelo site do Instituto Pólis.

Confira a programação completa:

Data: 22 de setembro, sexta-feira, das 8h30 às 18h30

Local: Instituto Pólis – Auditório – Rua Araújo, 124, Centro, São Paulo, SP

Inscrições: politicametropolitana@polis.org.br (a/c Flávia – Instituto Pólis)

08h30-09h00 – CREDENCIAMENTO

09h00-09h30 – ABERTURA

Apresentação do evento: enunciado das questões e temas

Organizadores: Carolina Heldt e Cid Blanco

 

09h30-13h00 – MESA 1

O planejamento metropolitano, seus instrumentos e a efetividade de sua aplicação

Mediação: Barbara Marguti – Pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Diana Meirelles da Motta – Diretora do Departamento de Planejamento e Gestão Urbana do Ministério das Cidades

Ermínia Maricato – Professora do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (LABHAB FAU/USP)

Heloisa Soares de Moura Costa – Professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

José Luiz Pedretti – Diretor Presidente da EMPLASA do Governo do Estado de São Paulo e Presidente da FNEM

Karla França – Especialista em habitação e planejamento urbano da Confederação Nacional dos Municípios (CNM)

Livia Gabrielli – Assessora da Entidade Metropolitana da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia (SEDUR)

Marcelo de Oliveira Safadi – Superintendente Executivo de Assuntos Metropolitanos da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos do Governo do Estado de Goiás (SECIMA)

 

13h00-14h30 – INTERVALO PARA ALMOÇO

 

14h30-18h00 – MESA 2

Governança como base da gestão do território metropolitano

Mediação: Danielle Klintowitz – Coordenadora de Projetos do Instituto Pólis

Daniela Campos Libório – Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU)

Eduardo Tadeu Pereira – Presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM)

Evaniza Rodrigues – União do Movimento de Moradia (UMM)

Flávia Mourão – Diretora-geral da Agência Metropolitana de Belo Horizonte (AGEMBH)

Helena Tourinho – Diretora de Desenvolvimento Metropolitano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas do Estado do Pará (SEDOP).

Jeroen Klink – Professor da Universidade Federal do Grande ABC (UFABC)

 

18h00-18h30 – ENCERRAMENTO

Anacláudia Marinheiro Centeno Rossbach – Cities Alliance

Luciana de Oliveira Royer – IAB/SP

Luiza de Oliveira Schmidt – WRI BR

Margareth Matiko Uemura – Instituto Pólis

Vitor Dias Mihessen – Casa Fluminense

 

QUESTÕES CHAVES A SEREM DEBATIDAS

  1. Como a elaboração dos PDUIs pode superar as experiências tecnocráticas dos planos metropolitanos brasileiros e se alimentar dos paradigmas relativos aos conteúdos e aos processos participativos da agenda da Reforma Urbana, para suscitar o reconhecimento das Funções Públicas de Interesse Comum e dos problemas comuns de natureza metropolitana visando endereçar políticas e ações de caráter metropolitano?
  2. Como o parâmetro da Função Social da Cidade pode ser refletido na concepção política da Função Pública de Interesse Comum, que apesar de ser a premissa da política metropolitana tem seu sentido muito pouco definido?
  3. Como o PDUI pode avançar nas resoluções dos problemas metropolitanos por meio das FIPCS garantindo a autonomia local e aprimorando e qualificando a implementação dos Planos Diretores e vice-versa?
  4. Como refletir no planejamento metropolitano os princípios e parâmetros do Direto à Cidade, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em especial o ODS11, e da recém aprovada Nova Agenda Urbana buscando superar os dilemas e desafios experenciados na implementação da Reforma Urbana?
  5. Como o escopo da política metropolitana, para além de significar um plano, pode se tornar uma plataforma das pautas da política urbana, para dar legibilidade às demandas de articulação de projetos multisetoriais e multiescalares de interesse metropolitano, e instrumentalizar o debate e a decisão pública sobre as prioridades, estratégias e finalidade dos grandes projetos urbanos e obras de infraestrutura na sua relação com a valorização da terra e a expansão ou renovação de áreas urbanas nas metrópoles?

 

Fonte: CAU/BR

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7 coisas que você precisa lembrar ao exercer Arquitetura e Urbanismo

Veja algumas das regras imprescindíveis para você garantir ser um profissional de arquitetura e urbanismo ético e bem sucedido

Comunicação CAU/SC

Mensalmente, a Comissão de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CED) analisa inúmeros casos de má conduta profissional. Da prática irregular de reserva técnica à falta de placas em obras. São diversos tipos de infrações contra o código de ética profissional e às leis que regulamentam a profissão no Brasil.

Publicado em setembro de 2013, o Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo aponta regras de postura e comprometimento profissional que tem como intuito qualificar o mercado de trabalho e cultivar as boas relações entre profissionais, clientes e parceiros. Ao cometer uma infração, o profissional fica sujeito às sanções ético-disciplinares que podem prejudicar sua atuação.

Nesta publicação, selecionamos sete regras imprescindíveis para te ajudar a conquistar uma carreira tranquila, bem sucedida, e livre de sanções ético-disciplinares.


1. Para alterar o projeto de outro profissional, você precisa de autorização!

Conforme a recomendação da regra nº 5.2.14 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR, o profissional de arquitetura e urbanismo encarregado da direção, fiscalização ou assistência técnica à execução de obra projetada por outro colega deve declarar-se impedido de fazer e de permitir que se façam modificações nas dimensões, configurações e especificações e outras características, sem a prévia concordância do autor do projeto.


2. Lembre-se de reconhecer e registrar a coautoria de projetos em parceria.

Respeitar e reconhecer o trabalho desenvolvido por colegas em parcerias é dever de todo arquiteto e urbanista. A Regra nº 5.2.12 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR determina que, em cada projeto, obra ou serviço, as situações de coautoria e outras participações sejam especificados. A determinação também é descrita no art. 14 da Lei nº 12.378/2010 da Constituição Federal.


3. Não esqueça a placa com dados de identificação!

A visibilidade das informações sobre o responsável técnico pela obra é um dos pré-requisitos para a regularidade da construção. Durante a execução da obra, há informações que precisam estar visíveis. São elas o nome do arquiteto e urbanista ou empresa de arquitetura e urbanismo responsável, o serviço que está em andamento, o número de registro no CAU e outras informações de contato devem ser divulgadas. Conforme a regra nº 2.2.8 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR essas informações devem ser públicas e visíveis, à frente da edificação objeto da atividade realizada, conforme o especificado no art. 14 da Lei n° 12.378/2010.


4. As atividades técnicas de arquitetura e urbanismo precisam de Registo de Responsabilidade Técnica (RRT).

Para fins de comprovação de autoria, participação e de formação de acervo técnico, o arquiteto e urbanista deve registrar seus projetos e demais trabalhos técnicos no CAU. Além de garantir à sociedade o comprometimento do profissional responsável pelo serviço, o RRT também tem fins de comprovação de direitos autorais. Essa determinação está prevista nos artigos 13 e 18 da Lei nº 12.378/2010, legislação que regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo.


5. Regularize sua proposta técnica através de um contrato.

Você e seu cliente precisam de segurança. Por isso, conforme a regra nº 4.2.10 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR, ao formular uma proposta técnica você deve elaborar um contrato escrito. Esta formalização do serviço será um guia dos compromissos firmados entre o arquiteto contratado e o cliente contratante. Além das questões legais, devem constar no documento: Detalhamento dos produtos técnicos a produzidos –  natureza e âmbito;  etapas e prazos;  remuneração proposta e as formas de pagamento.


6. Comissões e reserva técnica? Nem pensar!

O assunto é polêmico, mas a regra é clara! Conforme a regra nº 3.2.16 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR: “O arquiteto e urbanista deve recusar-se a receber, sob qualquer pretexto, qualquer honorário, provento, remuneração, comissão, gratificação, vantagem, retribuição ou presente de qualquer natureza – seja na forma de consultoria, produto, mercadoria ou mão de obra – oferecida pelos fornecedores de insumos de seus contratantes”. A infração também é prevista no inciso VI do art. 18 da Lei n° 12.378, de 2010.


7. Especificar produtos a fim de receber viagens vinculadas a programas de pontuações também configura falta ética.

A mesma regra (nº 3.2.16 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR ) vale para os programas de pontuação que preveem vantagens e viagens aos profissionais que especificarem produtos aos seus clientes, através de um vínculo com um fornecedor. O CAU/SC acredita que a partir de uma relação transparente entre arquiteto e cliente é possível se valorizar a profissão. Por isso, incentiva boas práticas. Desse modo, o trabalho de um arquiteto e urbanista deverá ter a remuneração merecida a partir do próprio trabalho, e não por meio de comissões.

 

 

 

Leia também: Projeto de Lei pretende criminalizar o exercício ilegal das profissões de arquiteto e urbanista


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Arquitetura não existe sem pessoas

Conselheiro Rodrigo Kirck
Arquitetura não existe sem pessoas - Rodrigo kirck

Não vivemos sem a Arquitetura. Sendo condição daquilo que nos é necessário para vivermos, a arquitetura se traduz em abrigos proporcionados por construções.  Mas não apenas isso, já que ela não serve só para proteger-nos da chuva. Arquitetura apresenta sua importância ao transgredir o seu papel de simples abrigo para proteção, e, passa a se comunicar com o usuário, podendo ser em um simples gesto que supere a esfera prática.

Mies Van Der Rohe afirmou que “arquitetura nasceu quando, pela primeira vez, alguém assentou bem dois tijolos”. Mas fazer arquitetura está relacionado diretamente às reações que edificações provocam no campo emocional, proporcionando sentimentos e pensamentos. Assim, a arquitetura passa a ter valor quando,  além da praticidade de um telhado – por exemplo, agrega,  a perplexidade, o prazer, a reverência e demais sentimentos atrelados a nossa consciência, permitindo o  resgate da memória – de uma residência, hotel, escola ou outra edificação marcante – e nos remetendo a sensações que não podem ser ignoradas.

Nosso entorno diário é estruturado na presença da arquitetura, revelando-se mesmo quando não a buscamos. Querendo ou não, ela faz parte do nosso dia a dia. Diferente de quando fazemos uma viagem a turismo visitando grandes obras, passamos as nossas vidas dentro ou rodeados de construções às quais raramente escolhemos.

A vida acontece nas principais ruas do nosso cotidiano. Desde as ruelas de pequenas cidades às grandes avenidas das metrópoles, vivenciamos construções reais e não a admiração de grandes obras. Isso não significa que as grandes obras não sejam relevantes na construção da nossa história e cidades.

Arquitetura afeta a qualidade de vida, mas não cura o doente e nem ensina o ignorante. Ela auxilia a manter seu usuário vivo. Pode ajudar a curar, auxiliar o ensino e proporcionar ambiente confortável para que seus usuários possam se recuperar e se desenvolver, por exemplo. E assim  pode-nos dotar de sentidos, pois além de fornecer o abrigo, tem como condicionante melhorar nossas vidas.

Qualquer construção é arquitetura, tendo em vista a intenção de civilidade intrínseca na sua razão de existir. A intenção da arquitetura no nosso meio construído, não é apenas de questões ornamentais e estéticos – respeitando uma tênue linha do equilíbrio entre arte e exigências práticas. O melhor paradoxo sobre arquitetura foi cunhado por Vitrúvio no ano de 30 a.C. ao afirmar: [utilitas, venustas, firmitas] – utilidade, beleza e solidez. Desse modo, uma construção tendo beleza e utilidade não tem valia sem solidez. E, com solidez e beleza, sem utilidade tão pouco faz sentido. Vitrúvio nos mostra que as construções devem ser uteis, bem construídas e visualmente confortáveis.

Dificilmente alguém vive 24h atentos a músicas, ensino, trabalho e etc; a onipresença da arquitetura nos obriga a prestarmos menos atenção em todos os detalhes que nos circundam. Mas, fazer arquitetura é comprometer-se com os demais assuntos que nos tangenciam a sociedade, como cultura, educação, política, negócios, saúde, família, religião, história entre outros.

Vivemos no meio urbano, construído e edificado sobre diversas premissas, com edificações e estruturas físicas que caracterizam nossas cidades. Este meio edificado, assim como a arquitetura, é social. No qual, pessoas vivenciam este meio tão diferentemente, como ao entrarem em um museu para admirar obras de arte.

A cidade, bem como a arquitetura, não existe sem pessoas interagindo com o espaço. Uma escola sem crianças é apenas uma abstração do ambiente edificado. A soma do usuário e a estrutura construída é que fomentam a intenção arquitetônica e por consequência a cidade.

Arquitetura jamais existe isolada. Todas as edificações estão ligadas. Àquelas do seu lado, como esquinas, ruas e todas as estruturas que embasam nossas cidades estão conectadas num espaço em que a cidade é muito mais que junções de ruas e avenidas. Cidade é o espaço de criação da memória, impulso para viver em comunidade, sabendo dos limites e diferenças entre seus usuários, traz-nos aquilo que nos une.

Assim o papel da arquitetura é falar diretamente, ser lugar comum a todos, como um corpo coletivo da memória – tendo como base funcional estimular o maior número possível de reuniões, encontros, desafios entre pessoas, classes e grupos – proporcionando o palco em que o drama da vida social seja encenado. O que podemos fazer em um momento que todas as tecnologias e forças nos leva a separar-nos e não  unir-nos?

No caminho que trilhamos, em uma época em que não construímos mais cidades que proporcionem o encontro – mais suscetíveis aos perigos da segregação – precisamos pensar como nos encontrar nesta nova realidade e como a arquitetura pode fomentar isto.

As cidades e a arquitetura representam a realidade concreta contrária ao universo da vida virtual. Algo cada vez mais precioso nesta época de smartphones e internet. Cabe a nós arquitetos, o desafio de fomentarmos a construção das estruturas e espaços que proporcionem o diálogo, convivência, trocas e conexão com aqueles que virão.

**Rodrigo Kirck é arquiteto e urbanista e Conselheiro Estadual do CAU/SC

 

 

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