Arquitetura

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Cartilha alerta para adaptações necessárias em residências de pessoas idosas

Comunicação CAU/SC

Mais de 30 milhões de pessoas no Brasil tem mais de 60 anos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgada pelo IBGE em abril de 2018. O envelhecimento populacional provoca arquitetos e engenheiros a idealizarem casas que se ajustem às necessidades deste público. Pensando em alertar os profissionais para esta demanda, o CAU do Mato Grosso em parceria com outras organizações lançou a cartilha Casa Segura, em que alerta para a adoção de medidas que garantam a segurança de pessoas idosas nas residências.

Nos hospitais do SUS, 75% dos acidentes com lesões traumáticas ocorrem nas próprias casas dos acidentados, segundo informa a própria cartilha. São casos de poderiam ser evitados com adaptações simples, como instalações de alavancas, iluminação e maçanetas adequadas, por exemplo.

São idealizadores do projeto, além do CAU/MT, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do Mato Grosso, o Conselho Regional de Engenharia/MT, Unimed e implantes Astramed. O material foi lançado durante o 1º Fórum do Idoso, realizado em Cuiabá, e está disponível no site do CAU/SC neste link.

Oportunizar segurança e autonomia para pessoas idosas está alinhado com a meta 23 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que é balizador do Plano de Gestão do CAU/SC: “Meta 23. As pessoas que estão vulneráveis devem ser empoderadas. Aqueles cujas necessidades são refletidas na Agenda incluem todas as crianças, jovens, pessoas com deficiência (das quais mais de 80% vivem na pobreza), as pessoas que vivem com HIV/AIDS, idosos, povos indígenas, refugiados, pessoas deslocadas internamente e migrantes. Decidimos tomar medidas e ações mais eficazes, em conformidade com o direito internacional, para remover os obstáculos e as restrições, reforçar o apoio e atender às necessidades especiais das pessoas que vivem em áreas afetadas por emergências humanitárias complexas e em áreas afetadas pelo terrorismo.” 


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Onde você quer uma oficina do ‘Arquitetando o Seu Negócio’ em 2019?

Publicado em 24 de setembro de 2018

Dando continuidade ao projeto Arquitetando o seu negócio, que o CAU/SC e o Sebrae/SC promovem desde 2015, estamos realizando as primeiras oficinas do projeto em 2018. As turmas de Florianópolis e Itajaí foram preenchidas em menos de 48 horas (agora o Sebrae está finalizando a inscrição e o pagamento junto aos pré-inscritos). Em Joinville as últimas vagas ainda estão disponíveis (corre lá: http://www.causc.gov.br/agenda/arquitetando-seu-negocio-joinville/) .

Aproveitando o sucesso das inscrições e o retorno dos arquitetos pelas mídias do CAU/SC, gostaríamos de fazer uma enquete para saber onde você quer o Arquitetando o seu Negócio em 2019. Estamos em fase de programação para o próximo ano, com esse dado poderemos alinhar com o Sebrae/SC as datas e os locais para 2019.

Portanto, manifeste-se pelo link:

http://www.causc.gov.br/comunicacao/eventos/registro-de-interesse/

Mobilize seus colegas para que possamos levar mais oficinas do projeto para a sua cidade. São 22 vagas por evento, dependendo da demanda de cada região e da disponibilidade dos consultores do Sebrae/SC, vamos chegar a mais cidades do estado!


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SP: Seminário-oficina discutirá planejamento urbano metropolitano

No dia 22 de setembro, São Paulo abrigará o seminário-oficina “Política Metropolitana – Governança, Instrumentos e Planejamento Metropolitano”. O evento tem o objetivo de contribuir para a implementação da agenda de política metropolitana com o uso dos mecanismos previstos no Estatuto da Metrópole.

A iniciativa é uma parceria do Instituto Pólis com o IAB-SP, a Casa Fluminense, a Cities Alliance e a WRI-Brasil. As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas pelo e-mail politicametropolitana@polis.org.br.

 

sao paulo
Vista aérea da cidade de São Paulo (Foto: EBC)

O debate deverá abordar a estruturação dos observatórios pilotos metropolitanos para o desenvolvimento da política metropolitana. As discussões serão norteadas pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11, “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”, e pela Nova Agenda Urbana da ONU, aprovada em 2016.

No seminário-oficina, os palestrantes convidados apresentarão suas reflexões a partir de perguntas pré-elaboradas pela coordenação e que nortearão o debate aberto ao público conduzido pelo mediador. Participarão pesquisadores da área, gestores públicos e representantes de entidades ligadas a Arquitetura e Urbanismo. O evento também terá transmissão online aberta pelo site do Instituto Pólis.

Confira a programação completa:

Data: 22 de setembro, sexta-feira, das 8h30 às 18h30

Local: Instituto Pólis – Auditório – Rua Araújo, 124, Centro, São Paulo, SP

Inscrições: politicametropolitana@polis.org.br (a/c Flávia – Instituto Pólis)

08h30-09h00 – CREDENCIAMENTO

09h00-09h30 – ABERTURA

Apresentação do evento: enunciado das questões e temas

Organizadores: Carolina Heldt e Cid Blanco

 

09h30-13h00 – MESA 1

O planejamento metropolitano, seus instrumentos e a efetividade de sua aplicação

Mediação: Barbara Marguti – Pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Diana Meirelles da Motta – Diretora do Departamento de Planejamento e Gestão Urbana do Ministério das Cidades

Ermínia Maricato – Professora do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (LABHAB FAU/USP)

Heloisa Soares de Moura Costa – Professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

José Luiz Pedretti – Diretor Presidente da EMPLASA do Governo do Estado de São Paulo e Presidente da FNEM

Karla França – Especialista em habitação e planejamento urbano da Confederação Nacional dos Municípios (CNM)

Livia Gabrielli – Assessora da Entidade Metropolitana da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia (SEDUR)

Marcelo de Oliveira Safadi – Superintendente Executivo de Assuntos Metropolitanos da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos do Governo do Estado de Goiás (SECIMA)

 

13h00-14h30 – INTERVALO PARA ALMOÇO

 

14h30-18h00 – MESA 2

Governança como base da gestão do território metropolitano

Mediação: Danielle Klintowitz – Coordenadora de Projetos do Instituto Pólis

Daniela Campos Libório – Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU)

Eduardo Tadeu Pereira – Presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM)

Evaniza Rodrigues – União do Movimento de Moradia (UMM)

Flávia Mourão – Diretora-geral da Agência Metropolitana de Belo Horizonte (AGEMBH)

Helena Tourinho – Diretora de Desenvolvimento Metropolitano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas do Estado do Pará (SEDOP).

Jeroen Klink – Professor da Universidade Federal do Grande ABC (UFABC)

 

18h00-18h30 – ENCERRAMENTO

Anacláudia Marinheiro Centeno Rossbach – Cities Alliance

Luciana de Oliveira Royer – IAB/SP

Luiza de Oliveira Schmidt – WRI BR

Margareth Matiko Uemura – Instituto Pólis

Vitor Dias Mihessen – Casa Fluminense

 

QUESTÕES CHAVES A SEREM DEBATIDAS

  1. Como a elaboração dos PDUIs pode superar as experiências tecnocráticas dos planos metropolitanos brasileiros e se alimentar dos paradigmas relativos aos conteúdos e aos processos participativos da agenda da Reforma Urbana, para suscitar o reconhecimento das Funções Públicas de Interesse Comum e dos problemas comuns de natureza metropolitana visando endereçar políticas e ações de caráter metropolitano?
  2. Como o parâmetro da Função Social da Cidade pode ser refletido na concepção política da Função Pública de Interesse Comum, que apesar de ser a premissa da política metropolitana tem seu sentido muito pouco definido?
  3. Como o PDUI pode avançar nas resoluções dos problemas metropolitanos por meio das FIPCS garantindo a autonomia local e aprimorando e qualificando a implementação dos Planos Diretores e vice-versa?
  4. Como refletir no planejamento metropolitano os princípios e parâmetros do Direto à Cidade, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em especial o ODS11, e da recém aprovada Nova Agenda Urbana buscando superar os dilemas e desafios experenciados na implementação da Reforma Urbana?
  5. Como o escopo da política metropolitana, para além de significar um plano, pode se tornar uma plataforma das pautas da política urbana, para dar legibilidade às demandas de articulação de projetos multisetoriais e multiescalares de interesse metropolitano, e instrumentalizar o debate e a decisão pública sobre as prioridades, estratégias e finalidade dos grandes projetos urbanos e obras de infraestrutura na sua relação com a valorização da terra e a expansão ou renovação de áreas urbanas nas metrópoles?

 

Fonte: CAU/BR

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7 coisas que você precisa lembrar ao exercer Arquitetura e Urbanismo

Veja algumas das regras imprescindíveis para você garantir ser um profissional de arquitetura e urbanismo ético e bem sucedido

Comunicação CAU/SC

Mensalmente, a Comissão de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CED) analisa inúmeros casos de má conduta profissional. Da prática irregular de reserva técnica à falta de placas em obras. São diversos tipos de infrações contra o código de ética profissional e às leis que regulamentam a profissão no Brasil.

Publicado em setembro de 2013, o Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo aponta regras de postura e comprometimento profissional que tem como intuito qualificar o mercado de trabalho e cultivar as boas relações entre profissionais, clientes e parceiros. Ao cometer uma infração, o profissional fica sujeito às sanções ético-disciplinares que podem prejudicar sua atuação.

Nesta publicação, selecionamos sete regras imprescindíveis para te ajudar a conquistar uma carreira tranquila, bem sucedida, e livre de sanções ético-disciplinares.


1. Para alterar o projeto de outro profissional, você precisa de autorização!

Conforme a recomendação da regra nº 5.2.14 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR, o profissional de arquitetura e urbanismo encarregado da direção, fiscalização ou assistência técnica à execução de obra projetada por outro colega deve declarar-se impedido de fazer e de permitir que se façam modificações nas dimensões, configurações e especificações e outras características, sem a prévia concordância do autor do projeto.


2. Lembre-se de reconhecer e registrar a coautoria de projetos em parceria.

Respeitar e reconhecer o trabalho desenvolvido por colegas em parcerias é dever de todo arquiteto e urbanista. A Regra nº 5.2.12 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR determina que, em cada projeto, obra ou serviço, as situações de coautoria e outras participações sejam especificados. A determinação também é descrita no art. 14 da Lei nº 12.378/2010 da Constituição Federal.


3. Não esqueça a placa com dados de identificação!

A visibilidade das informações sobre o responsável técnico pela obra é um dos pré-requisitos para a regularidade da construção. Durante a execução da obra, há informações que precisam estar visíveis. São elas o nome do arquiteto e urbanista ou empresa de arquitetura e urbanismo responsável, o serviço que está em andamento, o número de registro no CAU e outras informações de contato devem ser divulgadas. Conforme a regra nº 2.2.8 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR essas informações devem ser públicas e visíveis, à frente da edificação objeto da atividade realizada, conforme o especificado no art. 14 da Lei n° 12.378/2010.


4. As atividades técnicas de arquitetura e urbanismo precisam de Registo de Responsabilidade Técnica (RRT).

Para fins de comprovação de autoria, participação e de formação de acervo técnico, o arquiteto e urbanista deve registrar seus projetos e demais trabalhos técnicos no CAU. Além de garantir à sociedade o comprometimento do profissional responsável pelo serviço, o RRT também tem fins de comprovação de direitos autorais. Essa determinação está prevista nos artigos 13 e 18 da Lei nº 12.378/2010, legislação que regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo.


5. Regularize sua proposta técnica através de um contrato.

Você e seu cliente precisam de segurança. Por isso, conforme a regra nº 4.2.10 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR, ao formular uma proposta técnica você deve elaborar um contrato escrito. Esta formalização do serviço será um guia dos compromissos firmados entre o arquiteto contratado e o cliente contratante. Além das questões legais, devem constar no documento: Detalhamento dos produtos técnicos a produzidos –  natureza e âmbito;  etapas e prazos;  remuneração proposta e as formas de pagamento.


6. Comissões e reserva técnica? Nem pensar!

O assunto é polêmico, mas a regra é clara! Conforme a regra nº 3.2.16 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR: “O arquiteto e urbanista deve recusar-se a receber, sob qualquer pretexto, qualquer honorário, provento, remuneração, comissão, gratificação, vantagem, retribuição ou presente de qualquer natureza – seja na forma de consultoria, produto, mercadoria ou mão de obra – oferecida pelos fornecedores de insumos de seus contratantes”. A infração também é prevista no inciso VI do art. 18 da Lei n° 12.378, de 2010.


7. Especificar produtos a fim de receber viagens vinculadas a programas de pontuações também configura falta ética.

A mesma regra (nº 3.2.16 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR ) vale para os programas de pontuação que preveem vantagens e viagens aos profissionais que especificarem produtos aos seus clientes, através de um vínculo com um fornecedor. O CAU/SC acredita que a partir de uma relação transparente entre arquiteto e cliente é possível se valorizar a profissão. Por isso, incentiva boas práticas. Desse modo, o trabalho de um arquiteto e urbanista deverá ter a remuneração merecida a partir do próprio trabalho, e não por meio de comissões.

 

 

 

Leia também: Projeto de Lei pretende criminalizar o exercício ilegal das profissões de arquiteto e urbanista


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Arquitetura não existe sem pessoas

Conselheiro Rodrigo Kirck
Arquitetura não existe sem pessoas - Rodrigo kirck

Não vivemos sem a Arquitetura. Sendo condição daquilo que nos é necessário para vivermos, a arquitetura se traduz em abrigos proporcionados por construções.  Mas não apenas isso, já que ela não serve só para proteger-nos da chuva. Arquitetura apresenta sua importância ao transgredir o seu papel de simples abrigo para proteção, e, passa a se comunicar com o usuário, podendo ser em um simples gesto que supere a esfera prática.

Mies Van Der Rohe afirmou que “arquitetura nasceu quando, pela primeira vez, alguém assentou bem dois tijolos”. Mas fazer arquitetura está relacionado diretamente às reações que edificações provocam no campo emocional, proporcionando sentimentos e pensamentos. Assim, a arquitetura passa a ter valor quando,  além da praticidade de um telhado – por exemplo, agrega,  a perplexidade, o prazer, a reverência e demais sentimentos atrelados a nossa consciência, permitindo o  resgate da memória – de uma residência, hotel, escola ou outra edificação marcante – e nos remetendo a sensações que não podem ser ignoradas.

Nosso entorno diário é estruturado na presença da arquitetura, revelando-se mesmo quando não a buscamos. Querendo ou não, ela faz parte do nosso dia a dia. Diferente de quando fazemos uma viagem a turismo visitando grandes obras, passamos as nossas vidas dentro ou rodeados de construções às quais raramente escolhemos.

A vida acontece nas principais ruas do nosso cotidiano. Desde as ruelas de pequenas cidades às grandes avenidas das metrópoles, vivenciamos construções reais e não a admiração de grandes obras. Isso não significa que as grandes obras não sejam relevantes na construção da nossa história e cidades.

Arquitetura afeta a qualidade de vida, mas não cura o doente e nem ensina o ignorante. Ela auxilia a manter seu usuário vivo. Pode ajudar a curar, auxiliar o ensino e proporcionar ambiente confortável para que seus usuários possam se recuperar e se desenvolver, por exemplo. E assim  pode-nos dotar de sentidos, pois além de fornecer o abrigo, tem como condicionante melhorar nossas vidas.

Qualquer construção é arquitetura, tendo em vista a intenção de civilidade intrínseca na sua razão de existir. A intenção da arquitetura no nosso meio construído, não é apenas de questões ornamentais e estéticos – respeitando uma tênue linha do equilíbrio entre arte e exigências práticas. O melhor paradoxo sobre arquitetura foi cunhado por Vitrúvio no ano de 30 a.C. ao afirmar: [utilitas, venustas, firmitas] – utilidade, beleza e solidez. Desse modo, uma construção tendo beleza e utilidade não tem valia sem solidez. E, com solidez e beleza, sem utilidade tão pouco faz sentido. Vitrúvio nos mostra que as construções devem ser uteis, bem construídas e visualmente confortáveis.

Dificilmente alguém vive 24h atentos a músicas, ensino, trabalho e etc; a onipresença da arquitetura nos obriga a prestarmos menos atenção em todos os detalhes que nos circundam. Mas, fazer arquitetura é comprometer-se com os demais assuntos que nos tangenciam a sociedade, como cultura, educação, política, negócios, saúde, família, religião, história entre outros.

Vivemos no meio urbano, construído e edificado sobre diversas premissas, com edificações e estruturas físicas que caracterizam nossas cidades. Este meio edificado, assim como a arquitetura, é social. No qual, pessoas vivenciam este meio tão diferentemente, como ao entrarem em um museu para admirar obras de arte.

A cidade, bem como a arquitetura, não existe sem pessoas interagindo com o espaço. Uma escola sem crianças é apenas uma abstração do ambiente edificado. A soma do usuário e a estrutura construída é que fomentam a intenção arquitetônica e por consequência a cidade.

Arquitetura jamais existe isolada. Todas as edificações estão ligadas. Àquelas do seu lado, como esquinas, ruas e todas as estruturas que embasam nossas cidades estão conectadas num espaço em que a cidade é muito mais que junções de ruas e avenidas. Cidade é o espaço de criação da memória, impulso para viver em comunidade, sabendo dos limites e diferenças entre seus usuários, traz-nos aquilo que nos une.

Assim o papel da arquitetura é falar diretamente, ser lugar comum a todos, como um corpo coletivo da memória – tendo como base funcional estimular o maior número possível de reuniões, encontros, desafios entre pessoas, classes e grupos – proporcionando o palco em que o drama da vida social seja encenado. O que podemos fazer em um momento que todas as tecnologias e forças nos leva a separar-nos e não  unir-nos?

No caminho que trilhamos, em uma época em que não construímos mais cidades que proporcionem o encontro – mais suscetíveis aos perigos da segregação – precisamos pensar como nos encontrar nesta nova realidade e como a arquitetura pode fomentar isto.

As cidades e a arquitetura representam a realidade concreta contrária ao universo da vida virtual. Algo cada vez mais precioso nesta época de smartphones e internet. Cabe a nós arquitetos, o desafio de fomentarmos a construção das estruturas e espaços que proporcionem o diálogo, convivência, trocas e conexão com aqueles que virão.

**Rodrigo Kirck é arquiteto e urbanista e Conselheiro Estadual do CAU/SC

 

 

 Leia também:

Planejar é preciso: o futuro de nossa cidade – Por Luiz Alberto de Souza

Arquitetos e urbanistas brasileiros têm o desafio de participar de forma efetiva dos processos legislativos – Por Ronaldo Lima


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Projeto de Lei pretende criminalizar o exercício ilegal das profissões de arquiteto e urbanista

Ronaldo Lessa (PDT/AL) apresentou requerimento para agilizar votação da proposta, parada há 15 anos no Congresso Nacional.

Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil
CAU/BR

O projeto de lei que torna crime contra a saúde pública o exercício ilegal das profissões de arquiteto e urbanista, agrônomo, engenheiro, dentista, médico e farmacêutico deve passar a tramitar em regime de urgência na Câmara dos Deputados. O pedido para acelerar a análise da matéria é de iniciativa do deputado Ronaldo Lessa (PDT/AL). O requerimento contou com a assinatura de líderes de oito partidos. “Agora esperaremos que o presidente da Câmara paute o projeto e trabalharemos para que seja aprovado”, afirma o parlamentar.

A proposta, de autoria do ex-deputado fluminense José Carlos Coutinho, foi apresentada em 2002 e até hoje não foi votada em definitivo na Câmara dos Deputados. O texto prevê que quem exercer ilegalmente as profissões mencionadas, ainda que gratuitamente, estará sujeito a uma pena de seis meses a dois anos de prisão. Caso o exercício se dê com fins lucrativos, o condenado pagará ainda multa de dois a vinte salários mínimos.

EXERCÍCIO ILEGAL É RISCO PARA SOCIEDADE

O presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, elogiou a iniciativa de agilizar a apreciação do projeto. “A aprovação da mencionada proposição, paralisada há mais de dez anos, inibirá a atuação fraudulenta de falsos profissionais que representam risco à segurança da sociedade e desprestigiam os conhecimentos técnicos, culturais e sociais da categoria, composta por aproximadamente 150.000 (cento e cinquenta mil) arquitetos e urbanistas registrados neste Conselho”.

 

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ENTENDA O “REGIME DE URGÊNCIA”

O regime de urgência dispensa algumas formalidades na tramitação do projeto dei lei. Para tramitar neste regime, a proposição deve tratar de matéria que envolva a defesa da sociedade democrática; das liberdades fundamentais; tratar-se de providência para atender a calamidade pública; de Declaração de Guerra, Estado de Defesa, Estado de Sítio ou Intervenção Federal nos estados; acordos internacionais e fixação dos efetivos das Forças Armadas, entre outros casos.

Uma proposição também pode tramitar com urgência quando houver apresentação de requerimento nesse sentido. Caso a urgência seja aprovada, a proposição será colocada na Ordem do Dia da sessão deliberativa seguinte do Plenário, mesmo que seja no mesmo dia.


Clique aqui para acessar a íntegra do Projeto de Lei nº 6.699/2002


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Curso – Implantação e treinamento BIM

Comunicação CAU/SC

Após iniciativas de treinamento oferecidos a partir de uma parceria entre o CAU/BR e a empresa Graphisoft, novas ações oferecem treinamento e preparo para as ferramentas dedicadas em BIM, por todo o Estado. Dada a grande procura de arquitetos e urbanistas por indicações sobre treinamentos em BIM, O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina usa desse espaço para tornar público um dos cursos sobre o tema, no qual tem conhecimento que esteja ocorrendo. Mais informações, esclarecimentos e demais orientações devem ser solicitadas diretamente com os organizadores.

O BIM (Building Information Modeling) é um método de trabalho que permite organizar todas as informações que dizem respeito à construção de um edifício. O ARCHICAD é o software BIM líder de mercado, desenvolvido por arquitetos para arquitetos. Todo o trabalho criativo e de documentação acontece em 3D para que você possa tomar decisões e ver os resultados em um ambiente de projeto realista. O ARCHICAD oferece ainda as mais inovadoras ferramentas disponíveis no mercado de softwares para arquitetura.

Na versão brasileira todo o conteúdo está dentro das normas do país, com os objetos e elementos mais utilizados em nosso mercado. A biblioteca totalmente paramétrica e integrada facilita o fluxo de trabalho e te mantém conectado ao seu projeto o tempo todo. Sua interface gráfica facilita o aprendizado e torna o fluxo de projeto muito mais prazeroso.

BIM PARA TODOS

Aprenda:

  • Ambiente 3D Realista
  • Cortes e Elevações Automáticas
  • Desenhos Coordenados
  • Documento 3D
  • Quantitativos precisos extraídos do modelo
  • Gestor de Revisões
  • Realidade Virtual com o BIMx e Óculos VR
  • Avaliação Energética Integrada

 

IMERSÃO BIM

Cooperação GRAPHISOFT E CAU/BR – Licença com valor promocional para registrados
& ARCHICAD 20 Solo com todas as vantagens BIM

Turma 1 – 19 a 22 de junho das 18h30 às 22h30|  Av. Rio Branco, 354, sl. 510, Centro, Florianópolis
Turma 2 – 3 a 6 de julho  das 18h30 às 22h30|  Av. Rio Branco, 354, sl. 510, Centro, Florianópolis
Turma 3 – 24 a 27 de julho das 18h30 às 22h30|  Av. Rio Branco, 354, sl. 510, Centro, Florianópolis
Turma 4 – 7 a 10 de agosto das 18h30 às 22h30|  Av. Rio Branco, 354, sl. 510, Centro, Florianópolis

16 horas de curso
R$ 500,00 – Até 10x no cartão
INSCRIÇÕES
equipeinformatica.com.br |(48) 3225-2232
Mais informações
(48) 9 8414-4000 (48) 9 9902-9896
patricia@equipeinformatica.com
arq.jaquelinealves@gmail.com


O curso será realizado nos dias 28 e 29 de julho de 2017,  na sala  701  da UNISUL – Campus Grande Florianópolis – Rua Antônio Dib Mussi, 366, no Centro de Florianópolis/SC,  onde proporcionará conforto e bem estar a todos os participantes.

Horário:

16 horas/aula

Das 09hs  as 12hs e das 13hs as 18hs

Objetivo do Curso:

A impermeabilização na construção civil tem como objetivo impedir a passagem indesejável de águas, fluídos e vapores, podendo contê-los ou dirigi-los para o local que se deseja.

Além de permitir a habitabilidade e funcionalidade da construção civil, a importância da impermeabilização é relevada no objetivo de proteger a edificação de inúmeros problemas patológicos que poderão surgir com a infiltração da água, integrada ao oxigênio e outros componentes agressivos da atmosfera (gases poluentes, chuva ácida, ozônio), visto que uma grande quantidade de materiais utilizados na construção civil sofre um processo de deterioração e degradação, quando expostos a meios agressivos da atmosfera.

Com a entrada em vigor da norma ABNT NBR 15.575 – Norma de desempenho, torna-se essencial conhecer as melhores técnicas da impermeabilização, de forma a definir a VUP-Vida útil de projeto.

O curso de Impermeabilização – Projeto, Materiais, Execução e Fiscalização pretende mostrar de forma clara quando e como impermeabilizar, evitando, desta forma, as frequentes patologias decorrentes da falta de tratamento adequado.

  • Serão abordados informações dos seguintes tópicos.
  • Conhecimento das patologias decorrentes das falhas da impermeabilização;
  • Conhecer os principais materiais e sistemas de impermeabilização, como projetar, especificar, aplicar, controlar e fiscalizar de acordo com as principais tecnologias disponíveis;
  • Adquirir base técnica sobre a especialidade de impermeabilização.
  • Prevenir e solucionar problemas;
  • Especificar  conforme os padrões das normas técnicas vigentes;

 MINISTRANTE: ENGº JOSÉ EDUARDO GRANATO

Engenheiro Civil –  CREA-A nº 69590/D

Inscrições e informações sobre o curso pelo whatsapp (48) 99106-8538 das 13hs as 19hs ou pelo e-mail: eventos@iab-sc.org.br


Investimento:

Inscrições e pagamentos até o dia 01/07
Associados IAB                 R$ 400,00
Não associados IAB            R$ 800,00

Inscrições e pagamentos após o dia 01/07
Associados IAB                 R$ 500,00
Não associados IAB            R$ 900,00


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Divulgados os finalistas do 4ª Prêmio de Arquitetura Tomie Ohtake e a AkzoNobel

Comunicação CAU/SC

O Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel divulgou na manhã desta sexta-feira, dia 9 de junho, os selecionados da 4ª edição do Prêmio em 2017. Entre os selecionados há um projeto de Santa Catarina. É o trabalho da Cobertura Mercado Público de Florianópolis, obra dos arquitetos Gustavo Utrabo e Pedro Lass Duschenes.

Sobre o Prêmio

Idealizado com o intuito de evidenciar e discutir a produção arquitetônica contemporânea, o Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel apresentam anualmente o Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake Akzonobel.

Reconhecer inventivas realizações no campo da arquitetura brasileira, buscando contemplar os mais distintos programas e contextos, além de refletir sobre rumos da prática profissional, são parâmetros determinantes a esse prêmio que vêm delineando de maneira expressiva alguns dos rumos da produção atual.

O prêmio contempla projetos recentes produzidos por arquitetos brasileiros com até 45 anos de idade ou estrangeiros residentes no país há pelo menos dois anos. A cada ano, dez projetos são selecionados para integrar uma exposição e três deles são premiados com viagens internacionais a fim de discutir diferentes tipologias, técnicas construtivas e configurações urbanas.

A parceria entre o Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel reitera os propósitos desta instituição de dar visibilidade e promover discussões acerca da arquitetura e design contemporâneos. Uma amostragem que complementa de maneira substantiva a programação destinada ao segmento, trazendo à tona novas reflexões acerca do panorama arquitetônico brasileiro.


SELECIONADOS 2017

Casa 4×30

Arquiteto Responsável: Clara Reynaldo
Co-autor: Lourenço Gimenes
Colaboradores: Fernando Forte, Rodrigo Marcondes Ferraz, Cecilia Reichstul, Ana Luíza Galvão, Bruno Araújo, Marcela Aleotti e Marília Caetano (arquitetos), Mirela Caetano, Rafaela Arantes e Wilson Barcellone (estagiários). Fotos: Fran Parente
Nome do Escritório: CR2 Arquitetura + FGMF Arquitetos

 

Casa Torreão

Arquiteto Responsável: Matheus Seco
Co-autor: Daniel Mangabeira e Henrique Coutinho
Colaboradores: Tatiana Lopes, Guilherme Mahana, Victor Machado, Bruno Pessoa e Rodrigo Scheel
Nome do Escritório: Bloco Arquitetos

 

 

 

Ciclovia Avenida Paulista

Arquiteto Responsável: Gianpaolo Santoro Granato
Colaboradores: Guilherme Adamo, Edson Maruyama, Allan Martino e Marcela Arone
Nome do Escritório: Studio GGA

 

 

 

Cobertura Mercado Público de Florianópolis

Arquiteto Responsável: Gustavo Utrabo
Co-autor: Pedro Lass Duschenes
Colaboradores: Bárbara Zandavali, Maguelonne Gorioux, Felipe Gomes, Agatha Linck, Ana Julia Filipe
Nome do Escritório: Aleph Zero

 

 

 

Instituto Brincante

Arquiteto Responsável: Dante Furlan

Colaboradores: Thiago Bernardes, Rafael Oliveira, Maria Vittoria Oliveira, Marcelo Dondo, Ana Paula Endo, Mary Helle Moda e Flavio Faggion
Nome do Escritório: Bernardes Arquitetura

 

 

 

Mirante 9 de Julho

Arquiteto Responsável: Marcos Paulo Caldeira
Co-autor: Mila Strauss
Colaboradores: Fabiane Sakai e Larissa Burke
Nome do Escritório: MM18

 

 

 

 

Moradas infantis

Arquiteto Responsável: Adriana Benguela
Colaboradores: Marcelo Rosenbaum, Gustavo Utrabo e Pedro Duschenes.
Nome do Escritório: Rosenbaum + Aleph Zero

 

 

Parque da Gare

Arquiteto Responsável: Pedro Paes Lira
Co-autor: Eugênio Felipe Teixeira Borges
Colaboradores: Andreia Faley, Luciana Pitombo, Vera Lúcia Leitão Pinto, Ana Carolina Sanches, Renata Azevedo Lovro, Caio Faggin Jesús Lazaro
Nome do Escritório: Idom

 

 

 

Subsolanus

Arquiteto Responsável: Henrique te Winkel
Co-autores: Anna Juni, Gustavo Delonero e Marina Canhadas
Nome do Escritório: Vão

 

 

Vazio

Arquiteto Responsável: Marina Acayaba
Co-autor: Juan Pablo Rosenberg
Colaboradores: Andre Helou
Nome do Escritório: AR arquitetos

JÚRI 2017


Carla Juaçaba
Gustavo Penna
Nabil Bonduki
Priscyla Gomes


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Curso Arquitetura Hospitalar – Módulo I, 30/06 e 01/07

O curso será realizado nos dias 30 de junho e 01 de julho de 2017,  no Centro de Florianópolis/SC,  onde proporcionará conforto e bem estar a todos os participantes.

HORÁRIO:

16 horas/aula – das 09hs  as 12hs e das 13hs as 18hs

JUSTIFICATIVA:

Qualificar a elaboração de Projetos de EASs (Estabelecimentos Assistências de Saúde) a partir da compreensão da legislação vigente,as necessidades do mercado de prestação de serviços de saúde,através de abordagem prática desenvolvida nas oficinas de projeto.

Os Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, são sempre um desafio ao profissional de projeto, pelas dinâmicas que ocorrem em suas áreas físicas , fruto das muitas mudanças tecnológicas com as quais os prestadores dos serviços de saúde se veem envolvidos. Estes aspectos envolvem Gestão de Recursos Financeiros, Serviços, Pessoas, Tecnologias e Insumos, Logística e Áreas Físicas,o que nos obriga a ter uma visão holística de todos os aspectos Institucionais de formas a Propor soluções de Projeto que venham de encontro as reais necessidades do Gestor.

PROGRAMAÇÃO:

  • A estrutura organizacional do SUS X  Operadoras de Saúde no Brasil
  • Legislação da ANVISA RDC 50 de 2002 e seu processo de revisão, RDC 307 e RDC 189. Organização do Projeto Básico de Arquitetura.
  • Reflexões sobre a NBR  9050 de 2015, a legislação de Proteção Contra
  • Incêndio, suas alterações e as interfaces necessárias com os projetos na área de saúde.
  • Compatibilização entre projetos e o uso de plataformas BIM.
  • Eficiência Energética e Mercado de Certificações X Acreditação Hospitalar.
  • Metodologia de Projeto: aspectos gerais.
  • Estudos de caso.

MATERIAL DIDÁTICO

Será disponibilizada ao IAB-SC arquivo eletrônica em formato Adobe (pdf)

MINISTRANTE: Ministrante: Profª. Arq. Christine Martins Scherer
Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela UNISINOS – Universidade do Vale do Rio dos Sinos. (15/01/1993)

Investimento

Inscrições e pagamentos até o dia 15/06
Associados IAB                   R$ 400,00
Não associados IAB            R$ 800,00

Inscrições e pagamentos após o dia 15/06
Associados IAB                   R$ 600,00
Não associados IAB            R$ 1.000,00