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Arquitetas vencem concurso Archathon SC 2019

Lívia Schumacher Corrêa

As profissionais recém-formadas Bárbara Ramos e Maria Eduarda Brandão, do escritório R&B Arquitetura, venceram o Archathon SC 2019. No último sábado (03), etapa final da competição, as ganhadoras expuseram propostas arquitetônicas para um espaço da Archademy, empresa brasileira que funciona como co-working e aceleradora de escritórios de arquitetura e design de interiores. Como prêmio, o projeto será apresentado como um dos ambientes da CASACOR SC 2019, que acontece de 15 a 27 de setembro na capital catarinense.

Para as profissionais da R&B Arquitetura, o desafio foi levar funcionalidade e interatividade ao ambiente: “O público alvo são designers e arquitetos, então criamos um moodboard para que cada profissional possa criar com o próprio estilo. A ideia é que as pessoas interajam com o espaço. Além disso, o ambiente é voltado para rua e por isso pensamos numa comunicação visual forte para quem está passando do lado de fora”, detalha Bárbara Ramos. A proposta vencedora teve mentoria do escritório Gebara e Filartiga Arquitetos.

O prêmio e workshop Archathon já está em sua terceira edição como parceiro do CASACOR em Santa Catarina. Desde 2017, os vencedores do concurso têm a oportunidade de expor seus projetos em ambientes da mostra, em Florianópolis. Tanto o Archathon quanto a aceleradora de empresas Archademy fazem parte do grupo Archa Company, plataforma de inteligência para profissionais de arquitetura e design de interiores.

 

Foto: Carlos Alberto Alves/Divulgação

Com informações da Comunicação CASACOR


Comunicação CAU/SC

As inscrições de segundo lote do 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos foram prorrogadas até 31 de julho, através do site www.21cba.com.br.  O evento ocorre de 09 a 12 de outubro em Porto Alegre,  promovendo o debate sobre Espaço e Democracia, com a presença de convidados especiais, como os arquitetos e urbanistas Ermínia Maricato e Paulo Mendes da Rocha.

Realizado pelo IAB/RS e correalização do CAU/RS, o evento será preparatório para o 27º Congresso Mundial de Arquitetos (UIA2020RIO), que acontecerá em 2020 no Rio de Janeiro. “Vamos debater os espaços públicos ocupando os espaços públicos”, afirma o presidente do IAB-RS, Rafael Passos, anfitrião do evento. A ideia é fazer a sociedade ver o evento acontecendo, levando Arquitetura e Urbanismo para todos.

Para isso, o 21º CBA conta em sua programação com conferências, grandes debates, sessões temáticas, sessões livres, oficinas, mini cursos, apresentação de trabalhos, palestras, plenária e uma feira de arquitetura, que ocorrerá na Praça da Alfândega, coração da cidade. Os debates acontecerão em três eixos temáticos: Arquitetura, Cidade e Ambiente; Cultura e Memória; Formação e Fazer Profissional.

O evento contará com atividades em onze espaços da cidade: Auditório Araújo Viana, Casa de Cultura Mario Quintana, Centro Cultural da UFRGS, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Memorial do Rio Grande do Sul, Multipalco Eva Sopher, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Salão de Atos da UFRGS, Solar do IAB, Teatro Dante Barone e Praça da  Alfândega.

O 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos destina-se a estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais, estudiosos e pesquisadores das diferentes áreas de conhecimento que são afins aos campos arquitetônico e urbanístico. Os trabalhos a serem apresentados durante o Congresso serão divididos em três categorias – Projetos de Arquitetura e Urbanismo (somente para profissionais), Trabalhos Científicos (estudantes e profissionais) e Outras Práticas – e deverão estar inseridos em um dos principais subtemas propostos pelo 21º CBA. Os selecionados serão divulgados na quarta-feira, 24 de julho, através do site do evento.

Homenageada e programação

A homenageada desta edição do CBA é a arquiteta e urbanista gaúcha Briane Panitz Bicca (in memorian) falecida no dia 02 de junho de 2018, em Porto Alegre. Briane é lembrada como um dos principais nomes na luta pela preservação do Patrimônio Histórico Cultural brasileiro.

O congresso receberá a arquiteta, urbanista, professora, pesquisadora e ativista brasileira Ermínia Maricato.Também estão confirmados na programação Paulo Mendes da Rocha, Claudia Favero, Luiz Merino, Doris de Oliveira, Gisela Méndez, Leonardo Castriota, Jorge Mario Jáuregui, entre outros nomes que serão divulgados em breve.

Feira de Arquitetura

De 9 a 12 de outubro, o Congresso oferecerá uma Feira de Arquitetura, na Praça da Alfândega. A feira receberá empresas e instituições vinculadas à arquitetura, patrocinadores além de espaço expositivo de paineis de trabalhos e projetos sobre arquitetura e urbanismo e programação artística, tudo com entrada franca. A Praça da Alfândega ainda abre espaço para atividades abertas sobre arquitetura e urbanismo, com mesas e rodas de conversas abertas à comunidade. 

Para mais informações, acesse: www.21cba.com.br

Fonte: Organização 21CBA


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E-book gratuito ensina como elaborar laudos periciais

Comunicação CAU/SC

O engenheiro industrial mecânico e perito de engenharia Sérgio Abunahman reuniu no e-book Como Elaborar um Laudo Pericial Perfeito sua experiência de mais de 40 anos sobre seu trabalho como perito. O material, que é distribuído gratuitamente em seu site, é um manual que ensina o passo a passo da elaboração de um laudo pericial e se destina para aqueles que querem iniciar ou que estão no princípio da carreira.

Sérgio Abunahman é engenheiro e professor universitário e a quatro décadas se dedica ao trabalho de perito. Ministrou mais de 200 cursos presenciais durante sua carreira na universidade.

O manual pode ser baixado neste link


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Prefeitura de Palhoça abre vaga para arquiteto e urbanista

Comunicação CAU/SC

Female student at work

A prefeitura de Palhoça, na região da Grande Florianópolis, lançou edital prevendo processo seletivo para contratação de profissionais para diversas áreas, entre elas, arquitetura e urbanismo.  As inscrições iniciam em 25 de fevereiro e vão até 15 de março. O concurso prevê prova objetiva em 31 de março.

Confira o edital.


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Dia Mundial da Justiça Social completa 10 anos de comemoração

Comunicação CAU/SC

20 de fevereiro é o Dia Mundial da Justiça Social. Celebrada pela primeira vez em 2009 pela Organização das Nações Unidas – ONU, a data reforça a necessidade do debate sobre questões de relevância social como a pobreza, a exclusão, o preconceito e as taxas de desemprego, tendo em vista o melhoramento socioeconômico da população.

Após 10 anos, o Dia Mundial da Justiça Social mantém em vista os objetivos de lutar em prol da coexistência pacífica e próspera entre as nações, defendo ideias como igualdade de gênero, o direito dos povos indígenas e dos imigrantes, para que seja possível eliminar as barreiras sociais existentes.

Em busca dessas conquistas, a ONU estabeleceu, em setembro de 2015, uma agenda com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, que devem ser implementados por todos os países do mundo, até 2030. Os objetivos envolvem a erradicação da pobreza, da fome, acesso à saúde, bem-estar, educação, entre outras metas.

Em junho do ano passado, o CAU/SC aprovou, em reunião plenária, a inclusão dos ODS no Planejamento Estratégico do Conselho para a gestão 2018/2020. A intenção é relacionar os projetos com a agenda 2030 de desenvolvimento estratégico da ONU. Desde então, o CAU/SC vem buscando implementar ações que incluam estes objetivos. Este trabalho, que está sendo aprimorado constantemente, pode ser acompanhado pelo nosso site e nossas redes sociais.

Confira aqui os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável anunciados pela ONU.


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Onde você quer uma oficina do ‘Arquitetando o Seu Negócio’ em 2019?

Publicado em 24 de setembro de 2018

Dando continuidade ao projeto Arquitetando o seu negócio, que o CAU/SC e o Sebrae/SC promovem desde 2015, estamos realizando as primeiras oficinas do projeto em 2018. As turmas de Florianópolis e Itajaí foram preenchidas em menos de 48 horas (agora o Sebrae está finalizando a inscrição e o pagamento junto aos pré-inscritos). Em Joinville as últimas vagas ainda estão disponíveis (corre lá: http://www.causc.gov.br/agenda/arquitetando-seu-negocio-joinville/) .

Aproveitando o sucesso das inscrições e o retorno dos arquitetos pelas mídias do CAU/SC, gostaríamos de fazer uma enquete para saber onde você quer o Arquitetando o seu Negócio em 2019. Estamos em fase de programação para o próximo ano, com esse dado poderemos alinhar com o Sebrae/SC as datas e os locais para 2019.

Portanto, manifeste-se pelo link:

http://www.causc.gov.br/comunicacao/eventos/registro-de-interesse/

Mobilize seus colegas para que possamos levar mais oficinas do projeto para a sua cidade. São 22 vagas por evento, dependendo da demanda de cada região e da disponibilidade dos consultores do Sebrae/SC, vamos chegar a mais cidades do estado!


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Das iniciativas para um CAU participativo: 2º Congresso Catarinense de Arquitetos e Urbanistas e seus resultados

Conselheiro do CAU/SC Christian Krambeck analisa as conquistas do Congresso Itinerante de 2016 e comenta o edital de patrocínio dos projetos prototipados durante o evento

Wilson Molin Junior

Conhecer a realidade local, dialogar com os arquitetos e construir novas formas e modelos de atuação do Conselho: estes foram alguns dos objetivos e desafios no início das discussões, ainda em 2015, nas Plenárias do CAU/SC. Superados os entraves iniciais, principalmente a cultura de centralização em Florianópolis e a dificuldade aparente em deslocar todos os conselheiros, estrutura e funcionários para seis eventos regionais em Criciúma, Chapecó, Lages, Joinville, Blumenau e Florianópolis, foi possível realizar o 2º Congresso Estadual com um saldo positivo e uma certeza: a possibilidade de realizar pelo menos um grande evento descentralizado a cada três anos – período de cada gestão – só tem a contribuir com a valorização da profissão e efetividade do CAU/SC como instituição cada vez menos burocrata e engessada; cada vez mais dinâmica, flexível, inovadora e presente no cotidiano das cidades, escolas e profissionais.

Considerando o objetivo de fomentar a discussão sobre práticas profissionais, exercício profissional, estrutura das cidades e realidade das escolas em Santa Catarina, bem como em cada região, e visando compreender as transformações e tendências para a profissão neste século XXI, o Congresso foi um importante passo para a construção de caminhos possíveis. A partir da metodologia participativa e do design thinking, tivemos palestrantes e parceiros de nível nacional (de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e de Santa Catarina), oficinas participativas para cada um dos três eixos (cidade, escola e profissão) e três projetos construídos a partir de cada eixo para cada uma das seis regiões, totalizando 18 projetos. Importante destacar que os projetos nasceram da realidade concreta de cada região, a partir de oficinas participativas envolvendo arquitetos, estudantes, conselheiros e funcionários do CAU, já com a perspectiva de serem apoiados e financiados com investimento do Conselho, no valor de R$ 180 mil.

Outra etapa fundamental, que pode servir de referência e exemplo para as próximas gestões, foi a elaboração do Edital de Patrocínio para o apoio institucional e financeiro a todos os projetos, sendo R$ 10 mil para cada um, com contrapartida de R$ 2 mil de cada entidade proponente, que pode ser qualquer instituição sem fins lucrativos. A ideia é que cada um seja desenvolvido e implementado nas regiões de origem pelas entidades locais, que seus resultados estimulem e retro-alimentem novas possibilidades, discussões e projetos. Uma vez testados e validados, os modelos poderão ser adotados por outras entidades, em outras regiões do Estado ou até de outras Unidades da Federação.

A participação de aproximadamente 1.300 pessoas, o envolvimento direto de mais de 10 instituições de ensino, governos locais, entidades de arquitetura, convidados, palestrantes, amigos e parceiros dos arquitetos catarinenses, o investimento de R$ 180 mil em 18 projetos específicos e o grau de mobilização, participação e repercussão entre os arquitetos, mídia e população demonstram que construímos juntos um modelo adequado para os novos tempos e transformações em curso. Esperamos que todos os arquitetos se apropriem deste patrimônio, desta construção coletiva, que todos nós sejamos responsáveis pelo aprimoramento do atual modelo e sua reedição melhorada em 2019, talvez tendo como um dos eixos de discussão a fiscalização, sob uma nova ótica, mais inovadora, digital, participativa, efetiva e pedagógica.

O Congresso fez parte das iniciativas e tentativas para construir um CAU cada vez mais participativo, transparente, inovador, democrático, efetivo e presente. Qualquer coisa parecida com isso, qualquer avanço, só será possível de forma coletiva, em corresponsabilidade e co-criação entre todos os arquitetos, e, entre estes e a comunidade em geral, envolvendo também as escolas e entidades de arquitetura.


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Agenda: CAUSC promove palestra – Uma Breve história da profissão e sua organização com Roberto Simon

Arquiteto participa de encontro que vai relembrar questões históricas e determinantes na atuação do Arquiteto e Urbanistas

Wilson Molin Junior

Palestra – ARQUITETURA: Uma Breve história da profissão e sua organização.
ROBERTO SIMON – Arquiteto e Urbanista
Ouvidor Geral do CAU BR}
ex conselheiro federal pelo CAU SC
Diretor da Studio Domo
Mestre em Arquitetura e Urbanismo
Conselheiro da UIA – Américas / Comitê RIO2020

Programação:
Credenciamento – 19:30h
Início – 20:00h
Término – 22:00h

Local – Auditório da CDL (Camara de /dirigentes Lojistas)
ENTRADA FRANCA – Profissionais e Estudantes de Arquitetura e Urbanismo

VAGAS LIMITADAS
CONFIRMAÇÃO: auscjoinville@gmail.com


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Movimento Traços Urbanos busca contribuir com a cidade

Em entrevista, o vice-presidente do CAU/SC, Giovani Bonetti, fala sobre como surgiu a ideia do Traços Urbanos e sobre temas importantes nas discussões que envolvem o futuro das nossas cidades.

Criado para contribuir com ideias que requalifiquem os espaços públicos, o Movimento Traços Urbanos quer estimular a participação popular na discussão sobre o modelo de cidade a ser perseguido por sociedade civil e poder público. Inicialmente, o grupo multidisciplinar focou na área leste da Praça 15 – batizada de distrito criativo – que recebeu no fim de semana palestras, debates e oficinas, como a ministrada por Simone Sayegh, cofundadora da Pistache Editorial, que propõe a difusão do conhecimento da técnica e dos aspectos sociais da arquitetura. Nesta entrevista, o vice-presidente do CAU/SC, Giovani Bonetti, fala sobre como surgiu a ideia do Traços Urbanos e sobre temas importantes nas discussões que envolvem o futuro das nossas cidades.

Como surgiu o Traços Urbanos e onde vocês querem chegar com a iniciativa?

Surgiu da angústia de alguns arquitetos em função do que está acontecendo com o Plano Diretor. Não encontrávamos um modelo de cidade dentro das discussões sobre o projeto e começamos a fazer encontros e oficinas pensando como poderíamos dar uma contribuição para a melhoria de Florianópolis. E achamos que poderíamos trabalhar com um tema específico, a qualificação dos espaços urbanos, que desdobra para muitos outros. É um movimento de pessoas, e não de entidades. Hoje a nossa base é a região leste da Praça 15, que chamamos de distrito criativo. E é bom reforçar que em momento algum estamos querendo ocupar o espaço do poder público. A ideia é, como um movimento cidadão, contribuir para a qualidade de vida da cidade, com ideias e propostas.

A ideia, então, é fazer com que as pessoas participem mais da discussão sobre os espaços urbanos?

Exatamente, que sejam parte desse processo. Porque as ferramentas utilizadas por algumas instituições, entidades ou pelo poder público não dão resultado no sentido de que sempre existe um conflito de interesses. Estamos aprendendo, tateando nesse sentido, para termos um novo modelo de interação entre todos os interesses: do coletivo, dos moradores, dos comerciantes, etc.

E por quê a escolha dessa região específica, próxima à praça 15 de Novembro, para início das discussões?

Percebemos que não poderíamos dar uma abrangência muito grande porque ficaria superficial e fomos dando um zoom para que o resultado fosse efetivo. E naquela região já estão acontecendo algumas coisas – como o Sapiens, a revitalização de museus, a feirinha de antiguidades – que vão dando potencial para esse trabalho. E também identificamos alguns pequenos espaços públicos não muito difíceis de revitalização.

Por quê é comum os centros urbanos, especialmente das cidades maiores, ficarem abandonados e degradados?

É uma questão de políticas públicas. Para que uma cidade seja ativa, ela tem que ter multifuncionalidade, comércio, serviços, moradia. Se não forem muito bem estudadas e articuladas, as ações do poder público podem tirar do eixo, digamos assim, algumas regiões. O Plano Diretor trata de um planejamento estratégico. Determina o futuro que uma cidade vai ter, potencializando algumas áreas. Grandes transformações urbanas nos centros das cidades aconteceram justamente quando o poder público entendeu isso e criou algumas ferramentas de gestão para que isso pudesse ser revertido. Um caso clássico é Melbourne (Austrália), que estava com o centro degradado e hoje é um exemplo positivo. Porque potencializou serviços, comércio e moradias, o que deu uma dinâmica e recuperou a cidade. Eles começaram a ver onde estava o maior desequilíbrio. Trouxeram o habitante para o centro de novo.

Mas não estamos falando só de uma cidade mais bonita e sim de um conceito mais abrangente?

Sim, bem mais. É a cidade para as pessoas. Que a gente tenha uma cidade amigável para quem usufrui dela.
Como é o desafio de fazer com que a cidade, heterogênea, seja boa para todas as classes e para os turistas?
Num país como o nosso, com grandes desníveis, isso é muito difícil. Um grande desafio. E a cidade é boa para o turista quando ela é boa para o cidadão. Não adianta fazer uma produção de cidade que não seja verdadeira. A cidade tem que ser democrática. O que a gente busca é uma convergência.


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Arquitetos e urbanistas brasileiros têm o desafio de participar de forma efetiva dos processos legislativos

Conselheiro Federal do CAU/SC, Ronaldo Lima comenta percepções sobre a V Seminário Legislativo de Arquitetura e Urbanismo

Arquiteto e urbanista Ronaldo Lima
Conselheiro Federal do CAU/SC

Em três anos como presidente estadual do CAU/SC e pouco mais de dois anos como conselheiro federal suplente, ainda não havia participado de nenhum dos quatro seminários legislativos de arquitetura e urbanismo que o CAU/BR organizou. Com o impedimento da participação do titular, nesta 5ª edição pude enfim conhecer, contribuir e, principalmente, aprender um pouco mais sobre esse importante trabalho desenvolvido pela CPUA (Comissão de Política Urbana e Ambiental) e pela assessoria parlamentar deste jovem conselho profissional, que vem trabalhando para recuperar o atraso de 50 anos na defesa de uma arquitetura e urbanismo que confira ao povo brasileiro dignidade, qualidade e a segurança perdidas ou nunca conquistadas ao longo da nossa história.

A proposta desta edição, ocorrida nos dias 16 e 17 de março, era apresentar aos seminaristas o estado da arte de todos os projetos de lei e outros instrumentos de interesse da categoria, que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Após uma mesa redonda apresentada pela consultora independente das Nações Unidas, Marja Edelman, e representantes de órgãos de planejamento e gestão pública, sobre a Nova Agenda Urbana Mundial (assinada por 193 países), presidentes, conselheiros, representantes de CAUs, entidades de arquitetura, arquitetos e urbanistas e estudantes que estavam presentes se reuniram à assessoria jurídica especializada do congresso. Grupos de participantes foram divididos em plenárias para avaliar e estabelecer posicionamentos convergentes, divergentes e demais ressalvas. Mesmo as divergências foram registradas, para que a assessoria parlamentar e a presidência do CAU/BR possam intervir junto aos proponentes e demais parlamentares, apresentando os posicionamentos e contribuições dos arquitetos e seu Conselho Profissional.

Acompanhando e participando de cada um dos grupos de trabalho, foi possível perceber a importância deste tipo de evento e da ação continuada de assessoria parlamentar que o CAU vem desenvolvendo junto ao Congresso Nacional. Principalmente pelo evidente desconhecimento que os parlamentares e seus assessores têm sobre muitas questões técnicas e, talvez por conta disso, a existência de contradições nas proposições de diferentes e simultâneos projetos. Mesmo quando há boa intenção, a possibilidade de retrocessos e equívocos irreparáveis para a qualidade da arquitetura e para o ordenamento do território e gestão das cidades é outra grande preocupação.

Mesmo com a dimensão territorial e cultural do País, é surpreendente a quantidade de projetos que visam estabelecer normas nacionais que se aplicariam, no máximo, a algumas regiões e suas especificidades. Questões como drenagem pluvial, por exemplo, têm suas distinções geográficas e climáticas totalmente desconsideradas em alguns desses projetos.

Há ainda o que se aperfeiçoar com relação a todo processo, desde a metodologia do seminário e das etapas prévias, para que consigamos maior qualidade e efetividade no resultado das discussões e contribuições dos arquitetos brasileiros. Mas, ainda assim, é inegável a importância do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo CAU.

Apesar da pequena amostragem de participantes nesse V Seminário Legislativo, foi imensamente gratificante testemunhar a qualidade e riqueza das contribuições e experiências que vem de arquitetos e urbanistas experientes e atuantes nos diversos setores da arquitetura do urbanismo em diferentes cidades brasileiras.

Como arquitetos e urbanistas brasileiros temos posto um grande desafio de participar de forma mais efetiva desse importante processo legislativo (municipal, estadual e federal) que tem desdobramentos diretos nas nossas atividades profissionais e, mais que isso, em nossas vidas e na vida de nossas cidades. Há diferentes formas de contribuir e participar, como por meio de associações de bairros, conselhos municipais e estaduais, entidades profissionais, conselho profissional e suas comissões, audiências públicas, plenárias de casas legislativas e tantas outras possibilidades que o mundo cibernético dispõe.

“Se os arquitetos não fizerem política, os políticos farão arquitetura”. Por fim destaco essa significativa frase proferida pelo mais importante arquiteto moderno do México, Pedro Ramirez Vásques, durante palestra magna do Congresso Panamericano de Arquitetos, realizado em 2000, na Cidade do México, e que foi lembrada por um dos componentes da mesa na Cerimônia de Abertura.