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Edifício onde funcionava Escola Antonieta de Barros está abandonado desde 2008.

São Arquiteturas imponentes, em lugares emblemáticos da cidade, mas que denunciam situação de falta de perspectiva. O incêndio e colapso do Edifício Wilton Paes, em São Paulo, no início da semana, suscitou o antigo debate em relação ao descaso quanto as políticas de revitalização dos patrimônios construídos em várias regiões do país.   Quem passeia pelo Centro de Florianópolis, por exemplo, já deve ter reparado em algumas construções em situação de abandono.  O prédio da antiga Escola Estadual Antonieta de Barros está localizado num reduto cultural importante (entre o Museu da Escola Catarinense e o Museu Victor Meirelles) , numa área que costuma ter feiras de rua e ampla utilização do espaço público. Todavia, mais do que as características do Art Decó, o edifício estampa, também,  o descaso em relação a necessidade de restauros e manutenção adequada.

 

Sem uso desde 2008, o local têm se deteriorado visivelmente, com rachaduras, infiltrações e vidros quebrados. No ano passado, o governo estadual repassou o prédio para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), que pretende fazer do lugar a nova sede da Escola do Legislativo. Porém, ainda não foi repassado um prazo para o início das obras.

 

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina, por meio da Comissão Especial de Políticas Urbanas e Ambiental (CPUA), pretende elaborar um ofício à Alesc com a intenção de pedir uma data para que  os trabalhos de revitalização sejam iniciados. “Uma das atribuições da nossa comissão é justamente a atenção a casos de abandono de edificações. Seja no caso da Alesc, ou em situações similares, nosso dever é primar pela proteção legal dos ambientes, incentivando o trabalho de recuperação e ocupação adequada em todos os municípios do estado”, diz Fatima Regina Althoff, coordenadora da CPUA. Sobre os tantos episódios de abandono de edificações, a presidente do CAU/SC, Daniela Sarmento, comenta: “Ainda estamos acostumados com a cultura do novo e a tendência é que isso nos custe cada vez mais caro. Que o debate sobre o abandono de patrimônio motive a busca de alternativas junto a toda a sociedade”.

 


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