CAU/SC lota auditório da AMMVI em Blumenau

Mais de 200 pessoas, entre estudantes e arquitetos e urbanistas, participaram da palestra de abertura do Segundo Congresso Itinerante do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CAU/SC)

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No auditório da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), em Blumenau.

A abertura do evento foi feita pelo presidente do CAU/SC, Luiz Alberto de Souza, que agradeceu a presença de todos e falou da importância deste evento. Em seguida o representante da prefeitura de Blumenau Cássio Bortolotto parabenizou o Conselho pela realização do Congresso e falou da satisfação de reencontrar grandes colegas e trocar ideias.

Durante a solenidade, ocorreu, ainda, o lançamento da quarta edição do Prêmio para estudantes de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina, um reconhecimento aos melhores trabalhos de conclusão e graduação dos cursos de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina. Além de contribuir com o aperfeiçoamento do ensino nas escolas de arquitetura do Estado, por meio de uma disputa saudável entre as instituições e os estudantes catarinenses, em busca dos melhores trabalhos e da valorização do profissional recém-formado, pela exposição do seu trabalho para a sociedade. Trazendo, assim, para o debate profissional os trabalhos e as práticas acadêmicas, fazendo uma ligação entre a teoria, o ensino e a prática profissional.

30 anos de vida pública

Às 19h30, subiu ao palco a arquiteta e urbanista, Elisabete França, que falou um pouco da sua experiência profissional e dos seus 30 anos de vida pública. Por quase uma hora, amestre em estruturas ambientais urbanas pela Universidade de São Paulo explicou como as cidades são pensadas pelos arquitetos e urbanistas do século XXI. Ela também abordou alguns problemas como a poluição, falta da coleta de esgoto e as precariedades urbanas, que se reproduzem nas cidades. “As cidades não têm desenho urbano, não têm calçada e o grande problema é que a maioria das pessoas andam a pé e, lamentavelmente, 80% dos espaços públicos são para carros”, destacou.

Clima

A mudança do clima foi um dos pontos citados durante a fala da arquiteta e urbanista. Elisabete ressaltou que, hoje, a grande preocupação dos profissionais é esta constante mudança do clima e da sociedade. “No século XXI, a sociedade está mudando, os grupos estão lutando para que a sociedade não perca os valores.” A ocupação dos prédios irregulares, as políticas públicas envolvendo a habitação e a forma que os arquitetos e urbanistas podem contribuir, além da cultura de produção em escala foram ainda alguns pontos debatidos no evento.

Aprovação da Lei

Elisabete chamou a atenção dos participantes em relação à lei que está no Senado e, se aprovada, não será mais necessário fazer projetos. “Isto está errado, não podemos deixar que aprovem essa lei, se for o caso, vamos acampar em frente ao Senado para impedir que isso ocorra. Precisamos construir um mundo em que possamos viver sem problemas, queremos cidades onde as crianças possam morar com tranquilidade”, finalizou.

Para o arquiteto e urbanista Mario Figueroa, o CAU/SC está indo além do que se espera em relação a outros conselhos. Mesma opinião compartilha o ex-conselheiro do CAU/SC, o arquiteto e urbanista de Piçarras André Serafim. “Muito bom o evento, o nível das palestras está bem alto. É sempre bom ver novas experiências e outros olhares da cidade”, comentou.


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