Entrega do 5º Prêmio TCC é realizada durante Encontro Anual do CAU/SC

Os oito alunos contemplados tiveram seus trabalhos expostos durante o evento

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Durante o 5º Encontro Anual de Arquitetos e Urbanistas do CAU/SC, foram premiados os oito trabalhos selecionados pelo 5º Prêmio TCC. Estiveram na solenidade, 6 dos 8 premiados, e seus orientadores. Em sua quinta edição, o Prêmio TCC contou com a participação de 20 instituições de ensino e 33 trabalhos enviados.

A conselheira estadual e coordenadora da Comissão de Ensino e Formação do CAU/SC, Katia Lopes, iniciou a solenidade enfatizando a qualidade do ensino da arquitetura e do urbanismo em Santa Catarina. A conselheira destacou também a crescente qualidade dos trabalhos enviados a cada ano ao Prêmio TCC.

Em seguida, o arquiteto e professor Mario Figueroa, representando os jurados do Prêmio TCC, destacou a importância dos concursos em arquitetura e urbanismo. Figueroa venceu, em 2007, o Concurso Internacional para o Museu da Memória em Santiago do Chile e já conquistou outros 20 concursos públicos na área. Para o arquiteto, o Prêmio TCC é uma excelente iniciativa para reconhecimento de recém-formados.

A solenidade teve início com a entrega das cinco menções honrosas, seguida pela premiação dos três trabalhos destaque.

Confira quem foram os premiados:

1º Lugar
Autora: Giulia Aikawa Da Silveira Andrade – Universidade Federal De Santa Catarina (Orientador: Rodrigo Almeida Bastos)
Trabalho: VILA ITORORÓ: REABITAR A CIDADE
Resumo (texto fornecido pelo autor)
A Vila Itororó é um conjunto de casas de aluguel construídas a partir do início do século XX no bairro da Bela Vista, na área central de São Paulo. É um fragmento urbano remanescente na cidade atual como “colagem” de arquiteturas e memórias de diferentes épocas. O trabalho investiga a reintegração da Vila ao seu contexto não como complexo fechado, mas como continuidade do tecido urbano. A proposta é que a Vila Itororó continue a ser local de moradia através do sistema da locação social, que possibilitaria a permanência de pessoas de menor poder aquisitivo nas habitações, mesmo diante da grande pressão do mercado imobiliário. A moradia, porém, é colocada no seu sentido mais amplo: abrange toda uma condição do morar que transcende a casa. A partir da descoberta das peculiaridades espaciais e da carga simbólica deste fragmento urbano, delineiam-se diretrizes de atuação no seu espaço, que mostram que a Vila Itororó pode suscitar uma série de debates sobre o morar coletivo, a articulação do público e do privado na cidade, o uso dos espaços compartilhados, a sobrevivência do meio físico nas brechas do meio construído, os significados adquiridos pelas camadas do tempo quando materializadas na arquitetura, entre tantas outras coisas. Enfim, imaginar como (re)habitar a Vila abre todo um universo de ideias sobre a cidade: a cidade plural, a cidade das fronteiras fluidas, a cidade do encontro com o outro, a cidade como construção coletiva.

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2º Lugar
Autora: Luana Cristina Steffens – Centro Universitário Católica De Santa Catarina (Orientador: Claudio Santos Da Silva)
Título do Trabalho: ABRIGO EMERGENCIAL TEMPORÁRIO: uma possibilidade para desabrigados vítimas de desastres no Estado de Santa Catarina
Resumo (texto fornecido pelo autor)
Diante do cenário apresentado nos últimos anos, o mundo tem sido palco de grandes desastres, naturais ou provocados pelo homem. Dentre as consequências, danos à sociedade (perdas humanas e comprometimento da qualidade de vida), à economia (perdas materiais) e ao ecossistema (destruição da paisagem) destacam-se. Milhares de pessoas ficam desabrigadas (definitivamente sem casa) de um dia para o outro, vítimas de diversos tipos de desastres. Essas pessoas são abrigadas em locais provisórios por governos e entidades humanitárias, normalmente em escolas, igrejas, ginásios e em outros edifícios públicos, ou ainda, em tendas e barracas improvisadas. Infelizmente, o processo de reconstrução das moradias muitas vezes é lento, fazendo com que os locais temporários se tornem definitivos. A maior discussão em torno dessa ocupação de caráter efêmero é que esses espaços não foram projetados para serem moradia, resultando em grandes problemas sociais. Este trabalho foi desenvolvido com o intuito de proporcionar melhores condições de vida para essa população que fica à margem da sociedade, enquanto aguarda a reconstrução ou aquisição de suas habitações permanentes. Para tanto, foi proposta uma estrutura de abrigo portátil que, vinculado à manuais de montagem da habitação e de sua implantação no terreno pelas próprias vítimas, é de fácil montagem, baixo custo e com princípios de acessibilidade e sustentabilidade, que possa ser implantada em locais caracterizados pelo clima subtropical úmido, no estado de Santa Catarina, no Brasil. Como produtos finais deste trabalho, foram apresentados os detalhamentos do projeto executivo, o orçamento dos custos do projeto, dois manuais com diretrizes de montagem da habitação e de sua implantação no terreno e, por último, uma simulação em um estudo de caso no município de Joinville-SC, para exemplificar como se dá a sua implantação em uma cidade com grandes índices pluviométricos e temperaturas elevadas. A arquitetura emergencial pode auxiliar em diversos casos de desabrigo, seja de vítimas de desastres – naturais ou causados pela ação humana –, de conflitos armados (refugiados), ou das políticas econômicas excludentes que condicionam o ser humano a viver nas ruas, sem condições de manter uma moradia.

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3º Lugar
Autora: Amanda Rodrigues Reste – Universidade Federal De Santa Catarina (Orientador: Américo Ishida)
Título do Trabalho: Arquitetura no processo pedagógico: Escola rural no assentamento Eli Vive – Londrina/PR
Resumo (texto fornecido pelo autor)
O projeto está localizado no Assentamento Eli Vive, em Londrina no Paraná. Criado em 2010, possui 7000 ha e abriga atualmente 540 famílias. Por se encontrar ainda em processo de consolidação enfrenta muitas dificuldades, como o acesso à educação que resulta em números consideráveis de evasão escolar. O projeto surge com uma forte carga social inserindo a comunidade como parte do processo. Ainda além, é resultado de uma análise da situação dos espaços escolares e uma crítica ao modo que ambientes educacionais são pensados, geridos e construídos. A concepção de uma arquitetura modular construída através do processo de autogestão partiu da necessidade de replicação, reorganização, ampliação e autonomia da própria comunidade. A “colméia” surge como uma resposta à isso e às reflexões críticas físico-espaciais. Na implantação do projeto a natureza foi inserida como base mestra: são distintos espaços naturais que no seu desenrolar vão se conectando e costurando a edificação. Os sistemas passivos aparecem de maneira a se obter o máximo de conforto térmico: o telhado – inclinação e dimensões- foi projetado para que os fechamentos recebam calor nos poucos meses de inverno e no restante permaneçam sombreados. Esse telhado, desvinculado do corpo do edifício, facilita a eliminação de calor dos ambientes e a forma hexagonal com suas disposições de aberturas potencializa a ventilação cruzada. O presente projeto, no geral, se apresenta de forma a buscar uma união entre o contemporâneo e o local.

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Menções Honrosas

Autora: Bettina Luiza Santos – Universidade Do Vale Do Itajaí – Univali (Orientador: Stavros Wrobel Abib)
Título do Trabalho: ARTICULAÇÕES URBANAS CONTEMPORÂNEAS: PALIMPSESTO ENQUANTO ESTRATÉGIA PROJETUAL NA TRANSIÇÃO PÓS INDUSTRIAL
Resumo (texto fornecido pelo autor)
A proposta baseia-se na transição de territórios pós industriais em polos tecnológicos, afim de que a cidade possa continuar desenvolvendo a partir de sua transformação. Tal ação seria realizada, como estudo de caso, no município de Blumenau, onde foi identificado após análises um potencial fabril em decadência e a ascensão de atividades voltadas a questões contemporâneas. Prevê-se então um conjunto de ações na micro e macro escala afim de criar espaços que suportem a inovação e criem vitalidade. Em tese, é criado uma sobreposição de redes – palimpsesto – onde sobrepõe se os tecidos da cidade, localizando as centralidades existentes, áreas de expansão, áreas de adensamento e necessidades espaciais. A partir disso implementa-se uma rede de equipamentos associada a uma rede de mobilidade integrada. Estes dois sistemas funcionariam de forma conjunta, respeitando os potenciais locais, espaços residuais e o uso de edifícios fabris em desuso, retendo as vias existentes como guias e interferindo de forma pontual, criando na cidade pontos de acupuntura urbana. Para isso desenvolve-se um sistema de padrões que pode ser utilizada na micro escala e na macro escala, criando identidade e possibilidade de replicação em outros casos como este. O projeto foca nas trocas de conhecimento, cultura e informação, consolidando ambientes que promovam a geração de conhecimento e um plano de inovação.

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Autora: Luiza Bedin – FAEM – Faculdade Empresarial De Chapecó (Orientadora: Adriana Diniz Baldissera)
Título do Trabalho: DIRETRIZES PARA REVITALIZAÇÃO URBANA DE SEARA SC
Resumo (texto fornecido pelo autor)
Seara não teve projeto norteador de planejamento, a cidade cresceu e desenvolveu-se de modo espontâneo, modificada ao longo dos anos através de desmembramentos e loteamentos, muitas vezes, isolados ou separados da malha já existente e sem objetivo voltado a cidade de modo geral. Hoje existem problemas de natureza ambiental, de mobilidade e de vitalidade, reflexos deste crescimento desordenado. A cidade possui Plano Diretor, porém os zoneamentos nele evidenciados não geram perspectivas ou projeções para o futuro. A elaboração de diretrizes de revitalização, propostas por este projeto procuram amenizar os problemas, já citados, utilizando conceitos ambientais, de mobilidade e baseados, principalmente, no conceito ‘cidade para pessoas’. Para isso, são realizadas pesquisas e estudos que possibilitem a elaboração destas diretrizes da melhor maneira possível para elevar a qualidade de vida da população. São apresentados também estudos das condicionantes físicas, históricas e culturais, para que o projeto se aproxime ao máximo da realidade da cidade, além de coleta de informações provenientes da população a respeito de suas opiniões e do que julgam mais necessário à cidade. Por fim, são apresentadas as diretrizes de projeto e as relações desejadas para o cotidiano da cidade, assim como as propostas no campo da mobilidade urbana, meio ambiente e novas centralidades, além dos pontos de intervenção utilizados e suas respectivas funções e relações.

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Autora: Sabrina Kamphorst Vieira – Uniesp – Faculdade Barddal De Artes Aplicadas (Orientadora: Manuela L. Nappi)
Título do Trabalho: CADI – CENTRO ASSISTENCIAL DE DESENVOLVIMENTO INFANTO-JUVENIL Comunidade Chico Mendes, Florianópolis, SC
Resumo (texto fornecido pelo autor)
Projeto urbano de caráter social. Escala metropolitana.

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Autora: Samara Regina De Matos – Universidade Federal De Santa Catarina (Orientador: Samuel Steiner dos Santos)
Título do Trabalho: Integrando o Rio Cubatão à cidade de Santo Amaro da Imperatriz
Resumo (texto fornecido pelo autor)
Desenvolvido para o município de Santo Amaro da Imperatriz/SC, o trabalho apresenta através de um anteprojeto de parque linear, estratégias de urbanização para a reconciliação e conectividade entre o Rio Cubatão e a cidade, na região do bairro Centro. A atual ocupação caracterizada por fundos de lotes voltados para o Rio, comum a diversas cidades, impede o acesso e apropriação das áreas de preservação permanente pela população, diminuindo a sua importância social, ambiental e histórica. A proposta de Parque Linear busca a preservação, apropriação e integração entre as duas margens, através da criação de caminhos e travessias ao longo do Rio Cubatão, identificação de áreas onde a vegetação deve ser regenerada, aumento do acesso a estas áreas e a proposição de equipamentos e edificações de uso público no seu entorno, convidando a população a viver o espaço público, identificar o Rio como um elemento que deve ser preservado por ser essencial à sociedade, e entender que a relação entre a cidade e o ambiente natural pode existir com sucesso por meio de espaços públicos de qualidade.

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Autor: Umberto Violatto Sampaio – Universidade Federal De Santa Catarina (Orientadora: Maria Inês Sugai)
Título do Trabalho: Habitação e Direito à Cidade no Alto da Caeira
Resumo (texto fornecido pelo autor)
O trabalho propõe a edificação de Habitação de Interesse Social em Florianópolis-SC, no bairro do Alto da Caeira, uma das comunidades do Maciço do Morro da Cruz demarcada como Zona Especial de Interesse Social – ZEIS. São propostas no projeto 208 unidades habitacionais com 52 m² cada, enquadradas no Programa Minha Casa Minha Vida – faixa 1, destinadas ao atendimento de famílias com renda bruta mensal de R$ 1.800,00. A perspectiva adotada no trabalho é a de que moradia digna é um direito de todo cidadão, no entanto não se constitui somente num espaço construído que garanta o abrigo. É parte de um espectro mais amplo, que envolve a integração entre os moradores, a cidade e sua adequada localização urbana, o que garante a cidadania e qualifica a vida urbana – a escola, a rua pavimentada, centros de saúde, áreas de lazer, creches, de facilidade de acesso ao transporte público de qualidade, ao emprego, enfim da possibilidade dos cidadãos serem partícipes no processo de construção da cidade. Moradia digna é aquela devidamente inserida nas áreas urbanamente equipadas e que garanta às pessoas, a partir do convívio entre os diferentes, o direito à cidade. A proposição de habitação social em ZEIS situadas em áreas urbanas centrais é essencial para que a população de baixa renda possa ter garantias de uso e de ocupação do solo urbanizado, ou seja, inserção na cidade formal, assegurando sua permanência no local. Ao disponibilizar, com o acesso à centralidade, o uso pleno dos equipamentos públicos de qualidade e o convívio entre os diferentes – enfim, uma efetiva urbanidade – pretende-se diminuir o processo que leva ao fenômeno da suburbanização e da segregação sócio-espacial, relacionadas à apartação social, à pobreza e à violência urbana.

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