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O CAU/SC recebe até 6 de março inscrições para o Concurso nacional de croquis e fotografias que vai premiar os três primeiros colocados em cada uma das categorias. Os vencedores do 1°, 2º e 3º lugares receberão prêmio em dinheiro nos valores respectivos de R$ 4.000,00, R$ 2.000,00 e R$ 1.000,00. As peças devidamente creditadas devem compor a 1ª Exposição do Concurso de Croquis e Fotografias do CAU/SC e também farão parte do banco de imagens do Conselho.

O concurso faz parte da programação preparatória ao 27º Congresso Internacional UIA 2020 “Todos os Mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”. As fotografias e desenhos deverão buscar afinidade com algum dos quatro eixos temáticos do Congresso. Confira a descrição de cada um, inspire-se e inscreva seus trabalhos!

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Eixos Temáticos

1 – DIVERSIDADE E MISTURA

Neste eixo, a ênfase é na arquitetura e no urbanismo atentos à diversidade e mistura de culturas e ao inter-relacionamento com outros campos profissionais, envolvendo questões antropológicas, políticas, sociais, culturais e econômicas e outras. Acolhe experiências que valorizem a diversidade cultural e social, englobando a mistura de visões de mundo, de gêneros, de rendas, de raças. Que proporcionem a superação da segregação e de enclaves, e que reconheçam a necessidade de preservação dos legados materiais e imateriais dos diferentes povos.

Aqui também interessa investigar a diversidade de tempos e escalas. As obras bem-vindas são aquelas que estimulem a reflexão sobre as diversas escalas urbanas e seus tempos intrínsecos; propostas para reocupação de pequenos assentamentos, em parte condicionada pelas possibilidades proporcionadas pelas novas tecnologias; estudos que considerem um ritmo de vida alternativo, condizente com o cotidiano da pequena escala, entre outras possibilidades de abordagem.

2 – MUDANÇAS E EMERGÊNCIAS

Neste eixo, se busca debater as intensas mudanças do mundo contemporâneo e seus reflexos no campo da arquitetura e do urbanismo, com ênfase nas dimensões social, ambiental e tecnológica. Discute o desafio imposto pelas novas tecnologias, relacionados aos processos de projeto e construção e suas implicações sobre o processo criativo e produtivo da profissão.

Este tema convida trabalhos que valorizem uma visão de arquitetura comprometida com a realidade de um mundo majoritariamente urbano. E que busquem contribuir para a redução dos efeitos das mudanças climáticas, o atendimento emergencial às populações desalojadas e o aprimoramento da visão de arquitetura sustentável, entre outros. Serão valorizadas experiências incorporando novos arranjos profissionais como a formação de coletivos, equipes multidisciplinares e processos participativos.

3 – FRAGILIDADES E DESIGUALDADES

Enfoca as dimensões sociais da arquitetura e do urbanismo, tomando como foco os desafios mundiais para o enfrentamento das fragilidades e desigualdades urbanas. Considera os grandes contingentes de pessoas vivendo em condições precárias em favelas, cortiços, ruas, abrigos temporários, assentamentos informais e unidades habitacionais produzidas por autoconstrução ou autogestão, não raro expostos a condições de grande vulnerabilidade e violência urbana.

É dada preferência a trabalhos que contribuam para ampliar as formas de conexão com a sociedade e participação nos processos decisórios, debatendo programas e ações que promovam a inclusão social e contribuam para a reversão da atual tendência ao agravamento da segregação espacial. Exemplos são programas de urbanização de favelas, requalificação de edifícios em áreas centrais, regularização fundiária, autoconstrução assistida, universalização do acesso às infraestruturas, bens e serviços urbanos, entre outras propostas que contribuam para um conjunto abrangente de boas práticas.

4 – TRANSITORIEDADES E FLUXOS

Repousa sobre os deslocamentos em geral, buscando ampliar a compreensão sobre as transitoriedades e os fluxos na escala planetária e nas escalas locais em suas dimensões demográfica, temporal e humana.

A velocidade desses novos fluxos tem contribuído para a consolidação de uma cultura global e a globalização da prática da arquitetura e do urbanismo, buscando discutir as implicações dessa realidade na formação e na prática profissional contemporânea.

As obras recebidas neste eixo tentarão compreender os deslocamentos de pessoas, de bens, de serviços, de empregos, assim como o deslocamento das informações, o fortalecimento das redes transnacionais, as novas formas de comunicação e as novas modalidades de sociabilidade que tem transformado profundamente nossas formas de vida.

Serão priorizados trabalhos que abordem a questão das migrações contemporâneas, desde os grandes deslocamentos populacionais às pequenas acomodações locais, a revisão da ideia de fronteiras nacionais e culturais, as diásporas e exclusões, as intervenções de arquitetura e urbanismo voltadas para o atendimento do efêmero e do temporário, desde a moradia de emergência aos grandes eventos internacionais.

Todas as informações estão disponíveis na página do concurso.


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