O papel social e transformador do arquiteto do século XXI são destaques da palestra de Gustavo Cedroni

Experiências, desafios e novas atribuições no papel do profissional de arquitetura e urbanismo foram alguns dos temas que se destacaram durante a palestra ministrada pelo arquiteto e urbanista, sócio da METRO Arquitetos Associados, Gustavo Cedroni

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O bate-papo que aconteceu na noite de quinta-feira, 10, marcou a abertura do 2º Congresso Catarinense de Arquitetos e Urbanistas. Cerca de 100 pessoas participaram da atividade no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis.

Entre os projetos desenvolvidos pela METRO, Cedroni apresentou o projeto do ReffetoRio. Um restaurante que utilizou os alimentos excedentes da Olimpíada e da Paralimpíada para servir refeições completas e requintadas a moradores de rua e população carente da região. O projeto foi um pedido de David Hertz, da ONG Gastromotiva e do renomado Chef Massimo Bottura – considerado o melhor chefe de cozinha do mundo.  “O terreno da Lapa foi concedido pela prefeitura. Os idealizadores queriam um lugar que tivesse impacto na região. A praça com playground é um anseio de Bottura. O tempo foi um desafio, assim como transformar uma área pequena para ser capaz de servir centenas de refeições por dia” afirmou.

Em mais de duas horas de conversa, o palestrante também falou que entende que o arquiteto tem a responsabilidade de ser um agente social e transformador no meio em que atua.  “Quando falamos em um condomínio murado, por exemplo, nós separamos aquelas pessoas que vão viver ali da própria cidade. Temos que enxergar o todo. Perceber qual a infraestrutura daquele local e aproveitar o melhor dela, para a segurança e qualidade de vida. Quanto mais serviços tiver ao redor mais segurança vai ter. Enquanto quando isolamos, segregamos e isso traz os problemas sociais, aumenta a violência e aos poucos todos perdem”, avalia.

O arquiteto e urbanista afirmou, ainda, que ao se perceber como agente social e transformador, os profissionais do século XXI precisam assumir outras atividades inerentes ao trabalho de desenvolvimento de projetos. “Gasto cerca de 30% do meu tempo projetando e o restante promovendo condições para que esse projeto possa ser executado. E isso vai desde viabilizar parceiros para a obra até o estudo de como ela vai se adaptar à cidade”, expõe.


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