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Iraci Helena de Oliveira Falavina

Arquiteta Sandra Graça

Com o intuito de ajudar as pessoas a confeccionarem a própria máscara de tecido, a arquiteta urbanista Sandra Graça resolveu dar um “empurrãozinho”. E o melhor, não precisa de máquina de costura.

Segundo a profissional, a ideia surgiu com a necessidade de auxiliar pessoas que não tem condições de comprar o produto ou muito menos ter uma máquina de costura, mas que podem confeccionar sozinhas a sua própria máscara de tecido, como forma proteção e devidos cuidados contra a pandemia da Covid-19.

De acordo com o novo Decreto Nº 40.588, emitido pelo Governo de Sergipe, em 24 de abril, o uso de máscaras passa a ser obrigatório por toda a população sergipana. “Com os comunicados da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e do Governo Estadual, de que as máscaras de tecido ajudam a reduzir os riscos de contaminação, foi o incentivo que precisava para postar o vídeo, completamente fora do tema do meu canal, mas que poderia ajudar muitas pessoas”, explica.

“Minha intenção não é comercializar. Doei algumas para os mais próximos, e o meu real objetivo é que as pessoas aprendam a fazer máscaras sem máquina de costura, até mesmo com retalhos de tecidos que tenham em casa”, destaca a arquiteta.

Sandra Graça finaliza a entrevista com um incentivo. “Certamente sairemos mais fortalecidos mentalmente, espiritualmente, pois estes momentos tensos e de tantas incertezas, já estão nos tornando pessoas melhores e aflorando em nós valores que realmente fazem a diferença neste momento: generosidade e empatia”.

Assista ao vídeo abaixo, em que a arquiteta Sandra Graça ensina a confecção da máscara.

Fonte: CAU/SE

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Coronavírus: OMS oferece curso gratuito sobre projetos de Unidades de Tratamento

Iraci Helena de Oliveira Falavina

A pandemia de coronavírus demonstrou as lacunas existentes na estrutura antes disponível em vários setores da sociedade. Pensando nisso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um curso online sobre projeto e montagem de unidades de tratamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O curso busca fornecer conhecimento que possibilite ao profissional avaliar o layout de um centro de tratamento e entender os diferentes tipos de ventilação. Além disso, o participante do curso aprenderá a identificar as estruturas e como adaptar um edifício já existente para tratar da SRAG.

Aqueles que concluírem 100% do material ganharão um certificado de participação. Para ter acesso ao curso, clique aqui.


Iraci Helena de Oliveira Falavina

O Conselho Regional de Economia de Santa Catarina possui um serviço disponível para sanar dúvidas financeiras. A ideia se desenvolveu em meio à crise causada pela pandemia de coronavírus. A presidente do Conselho, Ivoneti Ramos, comentou que “para além da prevenção à doença, entretanto, seria importante prestarmos serviço voluntário à sociedade neste momento por meio dos nossos conhecimentos na área econômica”.

O canal de comunicação entre o CORECON/SC e o governo, empresas ou pessoas físicas é feito pelo e-mail duvidaseconomia@corecon-sc.org.br. A presidente convida também aqueles que puderem atuar como consultores voluntários a entrar em contato. Nesse caso, os profissionais devem preencher o Guia de Fontes.


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AsBEA publica Guia para Trabalho Remoto

Iraci Helena de Oliveira Falavina

A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA) lançou um guia com orientações para o trabalho remoto de escritórios de arquitetura e urbanismo. O guia trata de boas práticas direcionadas tanto aos líderes das organizações quanto aos colaboradores, e é dividido nessas duas partes.

A criação do guia foi motivada pelas necessidades e condições impostas pela pandemia de coronavírus. O documento dá dicas sobre ferramentas de rede compartilhada, videoconferência e gestão de tarefas. Há também orientações sobre o estabelecimento de rotina e práticas saudáveis. Para fazer o download, clique aqui.


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Caixa Econômica Federal cadastra beneficiários para o Auxílio Emergencial

Comunicação CAU/SC

A Caixa Econômica Federal está cadastrando trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados que tem direito ao auxílio emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Coronavírus – COVID 19. O benefício no valor de R$ 600,00 será pago por três meses, para até duas pessoas da mesma família. Para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente será de R$1.200,00. Ajude a divulgar!

As pessoas inscritas no Cadastro Único do Governo Federal até o dia 20/03 e que atendam às regras do Programa receberão o benefício sem precisar se cadastrar no site da CAIXA. Quem não tiver efetuado o cadastro mas têm direito ao auxílio devem se inscrever para receber o site no site https://auxilio.caixa.gov.br/ ou pelo aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial. Beneficiários do Bolsa Família poderão substituir o benefício pelo Auxílio Emergencial durante este período caso considere mais vantajoso.

Quem tem direito:

– Maiores de 18 anos
– Trabalhadores autônomos com rendas informais, que não seja Agente público e nem exerça mandato eletivo.
– Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;
– Que tenha renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00);
– Que não tenha recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70;
– Que esteja desempregado ou exerça atividade na condição de microempreendedor individual (MEI)
– Que seja contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).


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O Autismo e as Cidades, artigo por Nikson Dias

Iraci Helena de Oliveira Falavina

Abril é o mês da conscientização do autismo no mundo. Entre várias características e necessidades que cercam o espectro, coloca-se a questão do que nossas cidades têm feito para se tornarem mais inclusivas. Nesta data, é importante para nós arquitetos e urbanistas discutirmos como fazer projetos arquitetônicos, requalificações urbanas e reformas inclusivas para todos.

 

Nossa profissão passa por transformações diárias. Como no caso da pandemia da Covid-19, que transformará a forma de projetar ventilações, fontes de iluminação natural e fluxos de circulação. No caso dos autistas, diversos estudos atestam sua sensibilidade para cores quentes, ruídos agudos, ambientes fechados, comunicação visual confusa e falta de hierarquização dos espaços.

 

Com observação meticulosa e poética, sem preconceitos, é preciso deixar a realidade e o lugar falarem diretamente com o usuário. Privilegiar a experiência, a sensibilidade para com o próximo. Mais do que nunca os projetos de Arquitetura e de Urbanismo devem focar na inclusão pela inserção.

 

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo sempre trabalha suas iniciativas com base na Agenda 2030 e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Destaque-se que a acessibilidade aos autistas está diretamente ligada ao vários desses objetivos:

 

  • Objetivo 03: Assegurar uma vida saudável e promove o bem estar de todos;
  • Objetivo 09: Construção de infraestruturas resilientes;
  • Objetivo 10: Redução da desigualdade entre as pessoas;
  • Objetivo 11: Tornar cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;
  • Objetivo 16: Promover sociedades pacíficas e inclusivas para um desenvolvimento sustentável.

 

Observando as necessidades especiais que os autistas apresentam diante dos projetos, percebe-se que essas preocupações não beneficiam apenas aqueles que estão no espectro, mas todos os usuários. Qual escola não necessitária de zonas urbanas menos ruidosas? Qual usuário não se sentiria melhor em ambientes hierarquizados, pensados racionalmente por meio de organogramas e fluxogramas? Quem não deseja calçadas conexas ou transportes públicos sem ruídos e aglomeração?

 

Pensar o ambiente construído para os autistas, tanto na escala arquitetônica como na escala urbanística, é um fazer holístico: ao contemplar as necessidades do espectro autista, o arquiteto atinge todos os tipos de usuários. Dos habilidosos àqueles com dificuldades de locomoção; dos surdos aos ouvintes; das crianças aos idosos. Projetos arquitetônicos não podem ser perfunctórios, precisam vim carregados de sensibilidade, inclusão e principalmente respeito aos usuários.

Nikson Dias, arquiteto e urbanistas e pai do Miguel!

Fonte: CAU/BR


Comunicação CAU/SC

Qual é a tarefa dos urbanistas diante do desafio do coronavírus no Brasil? A resposta não é simples, mas uma rede de profissionais está se formando para pensar e produzir soluções emergenciais diante da pandemia de COVID-19. Mais de quarenta arquitetos, estudantes, militantes de movimentos, representantes de instituições e entidades fazem parte do movimento Urbanistas contra o Corona. A rede autônoma se organiza virtualmente por meio do WhatsApp e também conta com um blog.

No site, os profissionais publicaram uma Carta Aberta onde apresentam os objetivos e frentes de atuação do movimento. Segundo a carta, os Urbanistas contra o Corona devem atuar com foco na conscientização e também no planejamento e construção das cidades em situações emergenciais. “Antes de sermos nossas profissões, nossos cargos e títulos, somos cidadãos e como tal, a nós cabe pensar e trabalhar para o bem estar de todos os que, como nós, são cidadãos”, afirmam na carta. Leia a íntegra aqui

O espaço virtual também hospeda um mapa colaborativo para identificar as redes de urbanistas, coletivos, voluntários e pontos de vulnerabilidade em cada estado. No Rio de Janeiro, por exemplo, uma equipe de profissionais formulou recomendações e ações imediatas como utilização de escolas e aeroportos executivos para implementação de hospitais ou de quartos para auxílio de quarentena para pessoas que não dispõem de espaço salubre em suas casas. Confira:

Em Santa Catarina, a Comissão de Políticas Urbanas e Ambientais (CPUA) e a Câmara Temáticas de Assistência Técnica em Habitação Social (CATHIS) estão mobilizando os profissionais para integrar o esforço nacional dos arquitetos e urbanistas no combate à pandemia. Se você é arquiteto e urbanistas em Santa Catarina e deseja fazer parte desta frente, escreva para camara.tematica@causc.gov.br. 

.:. Leia também .:. Arquitetos fazem ‘cartilha’ para colaborar na redução da disseminação do coronavírus .:. 


Comunicação CAU/SC

Tainá de Paula é copresidente do Instituto de Arquitetos do Brasil

A pandemia de coronavírus tomou conta das discussões em todas as áreas. As primeiras recomendações quando se fala do assunto é evitar aglomeração, fazer isolamento social e higienização de ambientes, para evitar o contágio da doença. Mas como fazer isso em ambientes onde convivem muitas pessoas? Para responder a esta questão e dar dicas que podem colaborar para reduzir a disseminação do vírus, o presidente do IAB/RJ (departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil), Igor De Vetyemy (foto acima), promoveu na terça-feira (dia 17/03), uma mesa redonda virtual, com a participação de profissionais da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (ABDEH), da Fiocruz e do próprio IAB, parceiro do Rio Capital Mundial da Arquitetura.

O grupo de profissionais elaborou uma série de dicas simples e mais complexas para ambientes domésticos e de saúde, entre outros. As recomendações vão desde a ventilação natural dos ambientes e superfícies e organização de espaços de isolamento em casa, até a utilização de maçanetas e torneiras que permitam a abertura com o cotovelo.

– Compilamos instruções e dicas destes profissionais sobre o que podemos fazer dentro do confinamento de cada um, situações diferentes, quem vive com muita gente, com pessoas mais fragilizadas, em moradias com poucos ou um cômodo. Outras gerações já tiveram desafios complexos. Devemos ficar em casa e tomar todos os cuidados para evitar o espraiamento rápido deste vírus -, alerta Igor.

Os profissionais lembram que arquitetura dos espaços construídos pode auxiliar no controle de infecções como o novo coronavírus (COVID-19). Algumas dicas simples aplicadas ao espaço físico da casa e dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) podem ser muito úteis neste período de isolamento social.

– Nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde podem ser colocadas “barreiras, proteções, meios e recursos (físicos, funcionais e operacionais) relacionados a pessoas, ambientes, circulações, práticas, equipamentos, instalações, materiais e fluídos” – , acrescenta Doris Vilas-Boasarquiteta Especialista em Sistemas de Saúde, Salvador (BA).

O professor Carlos Eduardo Nunes Ferreira lembra que problemas de saúde da população motivaram grandes mudanças em cidades

Carlos Eduardo Nunes Ferreira, professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Veiga de Almeida e Centro Universitário IBMR, destaca a importância da Arquitetura na saúde pública. Ele lembra que em alguns períodos da história mundial, cidades tiveram até que se remodelar para melhorar a saúde da população.

-Por volta de 1850, Paris (França) tinha foco de cólera e a transmissão ocorria principalmente pela água. A solução chegou através de criação de rede de abastecimento e esgoto, além de criação de boulevares, alterações em parques, uma mudança executada pelo Barão Georges-Eugène Haussmann.

AÇÕES E RECOMENDAÇÕES DE ARQUITETOS E URBANISTAS DA ÁREA DE SAÚDE OU COM ATIVIDADES NO SETOR PARA MINIMIZAR A DISSEMINAÇÃO DO COVID-19 EM ATIVIDADES RELACIONADAS AO AMBIENTE CONSTRUÍDO

Bia Gadia, arquiteta – São Paulo

EM CASA E NO LOCAL DE TRABALHO:

-Ventilação Natural – O ambiente interno contribui para a proliferação de qualquer tipo de bactéria, germe inclusive o vírus corona. Ambientes ventilados é sinônimo de ambiente seguro.

– Ar interno – Purificador de ar de preferência com luz ultra violeta, carvão ativado e filtro HEPA de maior eficiência. Esse cuidado aniquila bactérias, germes e vírus do ambiente.

-Na entrada de casa, comércio ou trabalho, álcool gel para as mãos.

-Separar um local na entrada da casa ou do trabalho para os sapatos, esses carregam germes do ambiente externo para o ambiente interno.

Bianca Melo, arquiteta, Recife-PE

Em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS):

– Refletir o controle de acesso da equipe de saúde, administrativa por biometria através das digitais. Pontos de funcionários digitais também demandam filas.

– Lembrar da higienização das EAS que fazem uso dos crachás para o controle do público.

Claudia Queiroz Miguez,  arquiteta- Rio de Janeiro

EM CASA:

– Na entrada, adaptar uma prateleira ou mesa para colocar álcool gel para limpeza das mãos e maçanetas. Assim a limpeza não será esquecida ao entrar em casa.

– Colocar nos sanitários papel toalha descartável para evitar uso de toalhas de rosto comunitárias.

Doris Vilas-Boas, arquiteta e urbanista, especialista em Arquitetura de Sistemas de Saúde: abrir torneiras e maçanetas com o cotovelo

Doris Vilas-Boas, arquiteta Especialista em Sistemas de Saúde, Salvador-BA

EM CASA:

-Ventilação natural em todos os cômodos (portas e janelas abertas)

-Maçanetas que possibilitem abertura das portas com o cotovelo

– Torneiras com alavancas que permitam o acionamento da água através do cotovelo

– Colocação de prateleiras com álcool em gel a 70% ou vasilhame com suporte do mesmo em locais estratégicos como o hall do elevador, entrada da casa, cozinhas e sanitários.

– Em caso de pacientes que apresentam sintomas da doença, o isolamento do mesmo em um cômodo da casa, separado dos demais membros da família,  pode ser feito mantendo a porta aberta e criando uma barreira técnica por meio de uma pequena mesa ou biombo que impeça a entrada de outra pessoa no recinto sem a consciência da necessidade de não tocar nos objetos utilizados pelo paciente.

– Utilização de materiais e mobiliários de fácil higienização. Se for necessário reduzir temporariamente o número de móveis e objetos no cômodo.

– Utilizar cartazes e sinalização que alerte o usuário da necessidade da lavagem de mãos e higienização dos utensílios constantemente.

– Colocação de suporte para papel toalha na cozinha e banheiros.

EM EAS:

– Adaptação de leitos de internação comum por meio da criação de barreiras técnicas provisórias com biombos e EPIs (Equipamentos de proteção individual) permitindo que a equipe esteja atenta e se paramente antes de entrar em contato com o paciente.

– Sistemas de abertura da porta com cotovelo ou com os pés.

– Instalação de pias para lavagem de mãos em corredores e hall de acesso principal.

– Colocação de álcool em gel nos controles de acesso e de ponto dos funcionários, em todos os leitos de pacientes, sejam eles de UTI ou comum.

– Prever ventilação natural ou sistema de ar condicionado com renovação de ar.

– Afastar as poltronas em salas de espera

– Criar esperas em áreas externa e jardins


Elizabeth Hirth, arquiteta Rio de Janeiro

Split não renova o ar, não é indicado. Ar condicionado de parede renova muito pouco.

-Higienização das mãos: lavatórios com dimensões  adequadas e torneiras maiores que permitam a colocação dos antebraços embaixo da água;

-Maçanetas em alças curvas são melhores pois podem ser abertas com o cotovelo, as redondas não são adequadas;

-Isolamento em quartos separados ajudam pois restringem o ar contaminado;

-Materiais de acabamento lisos, homogêneos, com o mínimo de juntas possíveis são mais fáceis de higienizar;

-Lixeira de pedal.

Laís de Matos Souza, arquiteta e urbanista, Salvador, Bahia

EM CASA:

– Separar os utensílios de cozinha de cada morador.

– Higienizar com frequência as maçanetas, guarda corpos, portas de geladeira/freezer, portas de armários., controles remotos, celulares, tablets, teclados e mouses.

EM EAS:

– Reorganizar as esperas de modo a separar o fluxo e a permanência dos usuários que apresentam sintomas/suspeita daqueles que não apresentam. Se possível, organizar uma espera ao ar livre ou em área com ventilação natural, distribuindo álcool gel nas áreas de acesso e em outros locais visíveis.

– Evitar a presença de acompanhantes ou usuários saudáveis próximos, principalmente, às áreas mais críticas

Patrícia Marins Farias,  arquiteta – Salvador – Bahia

EM MORADIAS COMPARTILHADAS COM IDOSOS:

– Restringir a circulação do idoso na residência

– Manutenção diária de higienização e desinfecção das superfícies no espaço reservado para o idoso

– Separar um sanitário da residência para uso exclusivo do idoso, mantendo controle diário de higienização e desinfecção.

– Manter o ambiente com circulação de ar natural (retirar todas as cortinas).

– Promover a iluminação natural para produção da vitamina D (retirar cortinas)

– Servir a alimentação adequada no próprio ambiente reservado para ele, evitando que o idoso circule, desnecessariamente, na residência.

-Separar utensílios para uso exclusivo do idoso com higienização adequada.

– Disponibilizar água dentro do ambiente para manter o idoso hidratado.

– Controlar o acesso de pessoas ao quarto do idoso e as pessoas que acessarem deverão manter um protocolo de acesso como higienização das mãos, proteção da face e distanciamento seguro.

– Estimular o idoso com ferramentas que ofereçam mensagens positivas.

Raquel de Oliveira Teodoro, arquiteta – Brasília, DF

EM EAS:

-Capacitar a equipe de Manutenção para o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e higienização dos seus equipamentos de trabalho, visto que tem contato direto em todas as áreas do hospital e suas tarefas incluem acesso às instalações hidrossanitárias, expondo-os a toda variedade de secreções.

Rita Siqueira C. Lourenço: higienizar mouses e teclados utilizados pela equipe assistencial nos postos de enfermagem, prescrição médica, triagens e consultórios

Rita Siqueira C. Lourenço, arquiteta – Brasília/DF

EM EAS:

-Evitar o uso de longarinas, ou sinalizar as cadeiras que não poderão ser utilizadas para criar um vão entre cada pessoa.

– Controlar acesso ao refeitório hospitalar por turnos para evitar aglomerações.

– Higienizar sempre os mouses e teclados utilizados pela equipe assistencial nos postos de enfermagem, prescrição médica, triagens e consultórios.

– Maçanetas, corrimãos, bate-macas, também deverão ser higienizados periodicamente.

Tainá de Paula é copresidente do Instituto de Arquitetos do Brasil
Foto: André Capella

Tainá de Paula, arquiteta e urbanista – Rio de Janeiro

MELHORIAS HABITACIONAIS EMERGENCIAIS EM ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS:

-Garantir ventilação dos ambientes, principalmente os ambientes dormitório, e as áreas molhadas (cozinha e banheiro);

-Caso os ambientes não possuam janelas, mesmo que de forma improvisada, sem esquadria, fazer abertura do vão (1x1m) e fechamento com microtela perfurada (mosquiteiro ou galinheiro);

-Limpar  uma vez por dia o chão com detergente, saponáceo ou água sanitária diluída em água;

-Casas com doentes ou com pacientes no grupo de risco respiratório não devem ficar em casas com problemas de umidade. Caso a casa tenha problema crônico de umidade, faça uma canaleta ao redor de toda a casa, impermeabilizando a canaleta para impedir o acúmulo de água nas paredes. É necessário remover todo o revestimento da parede e aplicar produto impermeabilizante direto sobre a alvenaria. A aplicação pode ser tanto pelo lado interno quanto externo do ambiente. Isso vai controlar a umidade durante o surto de corona;

-Substituir algumas telhas de fibrocimento ou cerâmica por telhas translúcidas, para aquecer o ambiente e assim evitar a umidade no interior das casas;

-Separar a pia de lavagem da pia ou tanque de serviço. Abrir um ponto de água só para lavar sapatos e roupas que entram em contato com a rua;

– Estabelecer horário de uso do banheiro dos doentes com coronavírus em casa, após o uso do banheiro ele deve ser higienizado com produtos de limpeza e álcool 70%;

-As pessoas infectadas com coronavírus devem dormir em quarto ou ambiente específico, a fim de manter o isolamento e melhor higienização da casa.

Talissa Patelli dos Reis, arquiteta – Brasília DF

EM EAS:

– Verificar as superfícies de bancadas de apoio e atendimento. Enfatizar a assepsia (em especial as de materiais porosos) e atentar para o intervalo de tempo necessário para limpeza de acordo com orientações dos infectologistas.

Participaram da mesa redonda virtual também: Fábio Bitencourt, Rio de Janeiro, Arquiteto, Professor, Pesquisador, Doutor em Ciências da Arquitetura para a Saúde (D Sc), Mestre em conforto ambiental e eficiência energética aplicadas a edificações para a saúde (M Sc) e Acadêmico Titular da Academia Brasileira de Administração Hospitalar (ABAH); Katia Fugazza, arquiteta- Rio de Janeiro; Natália Cidade, arquiteta, Rio de Janeiro.

Rio Capital Mundial da Arquitetura

O Rio de Janeiro é a primeira Capital Mundial da Arquitetura, título inédito conquistado pela Prefeitura do Rio e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e pela União Internacional de Arquitetos (UIA). Ao longo de todo o ano de 2020, a cidade sediará uma série de eventos, entre eles o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, exposições e concursos públicos (adiado para 18 a 22 de julho de 2021, devido ao surto de coronavírus no mundo). Além de mostrar para o mundo a riqueza arquitetônica do Rio, esta titulação é também uma oportunidade de reflexão sobre o futuro, de planejar o que se quer para as cidades de todo o mundo.

UIA 2020 Rio

Com o tema “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21” e expectativa de público de 20 mil profissionais da área, o 27º Congresso Mundial de Arquitetos vai transformar o Rio no epicentro do debate sobre o futuro das cidades do mundo. Promovido pela União Internacional de Arquitetos (UIA) e com a organização do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), o evento convida especialistas e entusiastas de cidades mais dinâmicas, justas e sustentáveis a debater soluções entre os dias 19 e 23 de julho de 2020 (devido à pandemia de Coronavírus no mundo, a data foi adiada para 18 a 22 de julho de 2021). O Congresso conta ainda com eventos preparatórios e paralelos, como exposições, seminários e workshops, que acontecem por todo o país.

 

Fonte: Uia2020Rio


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Manifesto da Câmara Temática Mulheres na Arquitetura

Comunicação CAU/SC

Somos mulheres que escolheram a arquitetura e urbanismo e temos que vencer cenários nem sempre amigáveis. Quantas vezes acreditamos que devemos competir umas com as outras? Que não somos competentes o suficiente? Quantas vezes sofremos caladas em situações de assédio dentro da sala de aula, no escritório, na rua? Ou nos sobrecarregamos com as tarefas da maternidade, da família e do trabalho? Quantas vezes sentimos nossa voz silenciada ou interrompida. Quantas vezes ficamos invisíveis?

Esses cenários precisam ser vencidos por todas nós. Com o entendimento de todos, podemos mudar esta realidade.

Somos mais de 60% na nossa profissão e seremos muito mais nos próximos anos. Esta condição nos permite construir um outro futuro para nós mesmas e para a arquitetura e urbanismo. Um futuro de empoderamento, com valorização do nosso trabalho, com remuneração equivalente às dos nossos colegas e sem violência de gênero.

A Câmara Temática Mulheres na Arquitetura do CAU/SC te convida a tomar parte neste desafio. Se em breve, nós, mulheres, seremos 75% dos profissionais na arquitetura, podemos estimular a ética profissional, praticando relações com base em valores como a igualdade e o respeito mútuo.

A nossa força está em promover a união. Vamos trazer o conceito de sororidade para o mercado da arquitetura e da construção. A sororidade nos torna mais seguras. A união nos faz mais poderosas.

Em nome de todas as que vieram antes de nós, e por todas que ainda virão, vamos construir juntas este futuro.

Como arquitetas, podemos ajudar a projetar cenários mais amigáveis para todas as mulheres e para toda a sociedade.

 

 


 

Objetivo 5.
Igualdade de Gênero
Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas

 


Comunicação CAU/SC

Arquitetos e urbanistas de todo o Brasil devem atualizar seus dados de contato no SICCAU até o dia 1º de janeiro de 2020. Quando profissionais e empresas acessarem seu ambiente profissional, será exibido um aviso indicando a obrigatoriedade do recadastramento das informações. O objetivo é garantir o acesso de todos os profissionais às informações referentes às Eleições do CAU 2020, que acontecem em outubro do ano que vem.

Trata-se de uma exigência do Regulamento Eleitoral do CAU, visando maior transparência e participação na escolha dos conselheiros do CAU/BR e dos CAU/UF que assumirão os mandatos 2021-2023. Conforme a Lei 12.378/2010, que regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo no Brasil, o voto nas Eleições do CAU é obrigatório para todos os arquitetos e urbanistas com registro ativo.

Para realizar a atualização cadastral, basta acessar o ambiente profissional do SICCAU com login e senha. Ao ver a mensagem do recadastramento, clique em “Confirmar Dados”.

Atenção: Os dados pessoais de identificação (em cinza na área superior) estão bloqueados para edição, e qualquer alteração necessária deverá ser solicitada via protocolo. Os dados a serem editados estão nos campos de cor branca, conforme imagem abaixo. Logo em seguida, basta clicar no botão Enviar e a atualização estará concluída.

O processo é o mesmo para as empresas de Arquitetura e Urbanismo. Não deixe para a última hora! Garanta seu acesso a todas as informações que o CAU/BR e os CAU/UF disponibilizam aos arquitetos e urbanistas de todo o país. Todas as datas importantes do Calendário Eleitoral – como registro de candidatura, campanha eleitoral e votação – serão divulgadas com antecedência para todos os contatos cadastrados no SICCAU. O prazo final para o recadastramento de informações é 1º de janeiro.

Saiba mais sobre as Eleições do CAU 2020

Fonte: CAU/BR