Urbanismo

Comunicação CAU/SC

Uma equipe de arquitetos e arquitetas de Santa Catarina teve projeto selecionado no edital Ideatón – Volver a la calle, realização do Laboratório Cidades do Banco Interamericano de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe – BID com a incubadora Ciudades Comunes. A proposta dos profissionais, todos recém formados pela UFSC entre 2019 e 2020, é a criação de um Manual de ferramentas urbanas para prevenção da Covid-19

O desafio da equipe era criar uma proposta inovadora que conjugasse a mudança do espaço público pela pandemia com conceitos de sustentabilidade (econômica, social, ambiental),  baixo custo, que facilitasse a execução e que pudesse ser replicado em outros países latinoamericanos. A arquiteta Sofia Marterer, a engenheira de materiais Leticia Anselmo e os arquitetos Vinicius Mariot e Guilherme Bruno Tiefensee Cascaes propuseram um conjunto de ferramentas urbanas para comunidades vulneráveis. A partir de materiais simples, como estêncil, fita isolante, placa OSB e tinta, eles estruturaram adaptações e marcações capazes de ajudar a manter o distanciamento social e a higienização de espaços e equipamentos. A proposta prevê, por exemplo, maior espaçamento nos bancos de pontos de ônibus, adequações em brinquedos dos parquinhos infantis e instalação de pias para higienização de mãos e utensílios.

Instalação de um cano metálico na corda do balanço é um exemplo de adequação proposta pelo manual: material menos poroso facilita a higienização e reduz o risco de contaminação das crianças que usam os espaços de lazer nas comunidades

Tão importante quanto as soluções propostas para os espaços é a forma de execução das ideias: o projeto prevê o envolvimento da comunidade no maior número possível das etapas. “Mais do que oferecer as ferramentas para ajudar na prevenção da disseminação da Covid, queremos fortalecer e fomentar o engajamento comunitário para aumentar o protagonismo da comunidade. Assim, ela se apropria da intervenção, se fortalece desenvolve resiliência para esta e outras dificuldades”, conta o arquiteto Vinicius Mariot. 

O projeto segue em período de incubação até o final de outubro, quando acontece a divulgação dos resultados finais. Até lá, a equipe realiza reuniões on-line para aprimorar a proposta antes de colocá-la em prática. A intenção é prototipar as ferramentas na comunidade da Serrinha, em Florianópolis. Depois disso, poderá ganhar outros territórios, inclusive fora do país. “A proposta é voltada para comunidades que têm deficiências históricas e, neste processo, estamos percebendo que temos mais em comum com outros países latinoamericanos do que imaginávamos”, afirma Vinícius.

 

Conheça a Equipe

Sofia Marterer: Arquiteta e Urbanista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2020. Atuante na área de Planejamento Urbano e Regional, com interesse em processos participativos e experiências autônomas. 

Guilherme Bruno Tiefensee Cascaes: Arquiteto e Urbanista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2019. Atuante na área da Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social (ATHIS). 

Leticia Anselmo: Engenheira de Materiais formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2019. Atuante na área de Engenharia de Materiais e Metalurgia do Pó, com foco em Tribologia de Materiais Compósitos Autolubrificantes. 

Vinicius Mariot: Arquiteto e Urbanista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2019. Atuante na área de habitação social e planejamento urbano em escala de bairro.

Saiba mais sobre a convocatória Ideatón e sobre o projeto neste link


Comunicação CAU/SC

Em outubro, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU-Habitat) promove a terceira edição do Circuito Urbano, evento que marca o Mês das Cidades. Sob o tema “Cidades Pós-Covid-19: Diálogos entre o Brasil e a África lusófona”, a programação aborda as agendas globais de desenvolvimento urbano sustentável do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, locais onde há escritórios da agência internacional.

A programação iniciou no Dia Mundial do Habitat (1º de outubro), com o debate “Habitação para todas e todos: um futuro urbano melhor”, e encerra com o Dia Mundial das Cidades (31), que debaterá o tema “Valorizando nossas comunidades e cidades”. Uma série de eventos, todos gratuitos e transmitidos no canal do evento no YouTube, integram a programação. Confira! 

O CAU/SC também faz parte da agenda com o evento O papel dos Conselhos Profissionais no Fomento à ATHIS. O encontro apresentará boas práticas promovidas pelos CAU de diferentes estados na promoção da assistência técnica para habitação de interesse social pelo país. É a primeira etapa do Ciclo de Debates “ATHIS e o direito à cidade”, que prevê ainda outras duas atividades no mês de novembro. Aguarde!

As inscrições estão abertas neste link

 


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ONU-Habitat apoia evento sobre Planos Diretores Participativos e ODS

O ONU-Habitat está apoiando institucionalmente o Ciclo de Debates Fundamentos para as Cidades 2030, organizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CAU/SC) e realizado em quatro encontros online entre os meses de junho e agosto.

O ONU-Habitat está apoiando institucionalmente o Ciclo de Debates Fundamentos para as Cidades 2030, organizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CAU/SC) e realizado em quatro encontros online entre os meses de junho e agosto.

O Ciclo tem como objetivo a divulgação do Manual Orientativo Fundamentos para as Cidades 2030, um projeto do CAU/SC para contribuir com a realização de Planos Diretores Participativos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Outro objetivo é a conscientização da importância das políticas públicas urbanas; e a divulgação da Carta do CAU/SC aos(às) candidatos(as) às eleições de 2020, que tem como intuito reforçar junto aos futuros governantes a urgência de implementação das ações que foram debatidas durante o evento em seus respectivos municípios.

O primeiro encontro do ciclo abordou “As políticas de planejamento urbano e os ODS”, e contou com a participação de Rayne Ferretti Moraes, oficial nacional para o Brasil do ONU-Habitat. Na ocasião, ela discutiu a “Importância das políticas públicas urbanas alinhadas aos ODS.

Também houve a participação do urbanista Carlos Leite, coordenador do Núcleo de Urbanismo Social, Laboratório de Cidades, Insper-Arq.Futuro, sobre “Cidades Sustentáveis e Inclusivas: discurso x prática”.

“Este evento coroa um projeto que vem sendo desenvolvido há bastante tempo pelo CAU/SC, o Fundamentos para as Cidades 2030, e marca o posicionamento do Conselho em relação à urgência das políticas públicas urbanas a serem adotadas com seriedade e a necessidade de estarem alinhadas à Agenda 2030″, explicou Daniela Sarmento, presidente do CAU/SC.

“Nesse sentido, é de fundamental importância o apoio do ONU-Habitat, especialmente para podermos amplificar este conteúdo em um momento tão delicado como este que estamos vivendo.”

“Entendemos que este conteúdo reforça a importância do papel do(a) arquiteto(a) e urbanista como profissional estratégico para o desenvolvimento urbano e esperamos que este conteúdo possa servir como uma oportunidade de capacitação para todos os atores que constroem, fazem a gestão e vivem a cidade.”

Para Rayne Ferretti Moraes, iniciativas como esta são importantes porque contribuem para a divulgação e o fortalecimento do ODS 11, cuja responsabilidade de monitoramento é do ONU-Habitat.

Para ela, também é importante porque apresentam roteiros e boas práticas de como alinhar as agendas globais de desenvolvimento, como a Agenda 2030 e a Nova Agenda Urbana, aos instrumentos locais de planejamento urbano, de modo que eles sejam construídos de forma participativa e orientados em prol de cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.

Acesse o vídeo do primeiro encontro no canal do Youtube do CAU/SC.

Próximos encontros do Ciclo de Debates Fundamentos para as Cidades 2030*

08/07: O processo de elaboração de Planos Diretores Participativos – Elaboração, Revisão, Participação, Tramitação, Implementação
Horário: 14h às 16h
Convidadas: Margareth Matiko Uemura (Instituto Pólis) e Betânia Alfonsin (IBDU).

22/07: Aplicação dos ODS na prática do planejamento urbano
Horário: 14h às 16h30
Convidados(as): Instituto COURB; Representante da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e Cid Blanco (METRODS).

05/08: Os desafios na realização das políticas urbanas pelas Prefeituras e a Agenda 2030
Horário: 14h às 17h30
Convidados(as): Sisi Blind (Prefeita de São Cristóvão do Sul/SC), Márcia Lucena (Prefeita de Conde/PB) e Claudio Acioly ((ex-Diretor do Programa Internacional de Cooperação Urbana (IUC) da União Europeia).

*Programação sujeita a alterações.

Para mais informações, acesse: https://www.causc.gov.br/noticias/cau-sc-promove-ciclo-de-debates-fundamentos-para-as-cidades-2030/


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Guia apresenta recomendações para planejamento de parques urbanos com perspectiva de gênero

Iraci Helena de Oliveira Falavina

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o Instituto Semeia lançaram nesta quinta-feira (21) a publicação Parques para Todas e Todos – Sugestões para a implantação de parques urbanos com perspectiva de gênero. O guia contém diretrizes e sugestões para arquitetar parques que atendam a necessidades de diferentes gêneros e foi apresentado durante uma live do Instituto. A elaboração do documento teve apoio do ONU Mulheres e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

A cartilha se divide em três partes: “Perspectiva de Gênero” apresenta o conceito e expõe a necessidade de empregá-lo no planejamento urbano. Em “Recomendações para Parques Urbanos“, há orientações que abordam desde a contratação de empresas para execução das obras e planejamento até a linguagem em campanhas. E por fim, “Recomendações para parcerias com a iniciativa privada” aconselha a respeito das oportunidades de debater gênero na formação de contratos.

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) é um organismo operacional das Nações Unidas que busca auxiliar na prestação de assistência humanitária, além das intervenções em favor da paz e segurança. O Instituto Semeia é uma organização brasileira que tem como objetivo desenvolver projetos que se atentem às conservações ambiental, histórica e arquitetônica de parques públicos.

.:.Faça download do documento aqui.:.


A contínua propagação da crise da COVID-19 ameaça as pessoas mais vulneráveis das cidades e comunidades, particularmente 1 bilhão de pessoas que vivem em favelas e assentamentos informais, incluindo refugiados, deslocados internos e migrantes.

Para enfrentar a crise, o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) está lançando um Plano de Resposta para a COVID-19 de caráter emergencial para 64 países, com foco em ações imediatas em áreas pobres e densamente povoadas.

O plano é apoiado pela campanha COVID-19 para mobilizar apoio entre governos nacionais e locais e líderes comunitários por meio de sua rede de profissionais urbanos, organizações comunitárias e empresas.

Mais de 95% das infecções por coronavírus no mundo ocorrem em áreas urbanas, em cerca de 1,5 mil cidades. Pessoas em assentamentos informais estão particularmente em risco, pois vivem em condições de superlotação, carecem de habitação e serviços básicos adequados, como água e saneamento, e muitas são trabalhadoras informais que não podem isolar-se socialmente.

Isso torna difícil a implementação de medidas para diminuir a transmissão, como o distanciamento físico, a auto-quarentena, a lavagem das mãos ou os bloqueios em toda a comunidade.

O ONU-HABITAT está trabalhando com parceiros no terreno – incluindo prefeitos, governadores, operadores de transporte e serviços públicos, mulheres, organizações comunitárias e de jovens e ONGs – para implementar com urgência o Plano de Resposta para a COVID-19 de 72 milhões de dólares em África, Estados Árabes, Ásia-Pacífico e América Latina e Caribe.

Esse apoio ampliará o impacto de iniciativas que já estão em andamento e sendo lideradas por governos centrais e locais, comunidades e outras agências da ONU. Os requisitos para o financiamento serão atualizados à medida que a situação evoluir e as necessidades forem avaliadas.

Mais de 70% do apoio será usado para ajudar os assentamentos informais a melhorar o acesso à água e ao saneamento, aumentar a conscientização sobre a COVID-19 e apoiar iniciativas para prevenir que as pessoas sejam despejadas, fornecendo abrigo temporário ou atividades alternativas de geração de renda.

A garantia de transporte seguro e a adaptação de edifícios para isolar pessoas infectadas são outras áreas prioritárias.

Para garantir que as respostas urbanas, como o fornecimento de água, comida, moradia, serviços de saúde e meios de subsistência sejam direcionadas para as áreas mais vulneráveis e de alto risco, o ONU-HABITAT ajudará na coleta de dados, no mapeamento de áreas críticas existentes ou emergentes e nas análises ao trabalhar com sua rede de parceiros locais e globais. Esse apoio permitirá a tomada de decisão baseada em evidências pelos governos locais e principais partes interessadas.

À medida que a pandemia mergulha a economia mundial em uma recessão, o ONU-HABITAT se concentra em políticas e medidas para mitigar o impacto social e econômico local da COVID-19 e está trabalhando com uma coalizão de líderes e especialistas globais e partes interessadas nas esferas pública e privada.

O ONU-HABITAT já forneceu financiamento inicial de mais de 1,3 milhão de dólares para a ampliação de projetos em 13 países, com preparação comunitária, divulgação e apoio às recomendações de higiene. A agência também lançou em conjunto com as redes Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU) e Metropolis uma série virtual de aprendizado #BeyondTheOutbreak para líderes locais compartilharem soluções urbanas.

“A equipe do ONU-HABITAT está trabalhando dia e noite para ajudar os líderes locais e comunitários na linha de frente dessa pandemia a reduzir os riscos em assentamentos informais e ajudar os mais vulneráveis.”

“Com nossa extensa rede de parceiros e especialistas internos, o ONU-HABITAT está trabalhando em estreita colaboração com cidades e comunidades para encontrar soluções inovadoras e direcionadas para fornecer água e saneamento, transporte seguro e mitigar o impacto econômico sobre os pobres urbanos”, disse a diretora-executiva do ONU-HABITAT, Maimunah Mohd Sharif.

“Queremos ajudar a aumentar a resiliência de nossos parceiros nas comunidades para responder a desafios específicos e variados nos próximos meses e além.”

No nível global, o ONU-HABITAT compartilha boas práticas e soluções e identifica políticas, medidas legais e abordagens de governança bem-sucedidas para responder às necessidades atuais e à resiliência a longo prazo.

Na África, o ONU-HABITAT apoiará 20 países, priorizando a coordenação da preparação e resposta a emergências, melhorando o acesso a alimentos e serviços básicos, incluindo água, saneamento e higiene, e promovendo o empreendedorismo.

A resposta da agência em 11 países da região árabe concentra-se na melhoria dos serviços de água, saneamento e higiene, garantindo transporte seguro, assegurando meios de subsistência, realizando avaliações de vulnerabilidade e mapeamento de áreas de risco.

Em 17 países da região Ásia-Pacífico, a agência coletará, analisará e produzirá dados relevantes, irá melhorar as instalações para higiene, água, saneamento e saúde e trabalhará na conscientização do público.

Em 16 países da América Latina e do Caribe, o ONU-HABITAT fortalecerá a capacidade das autoridades locais, ajudará a mitigar o impacto econômico da pandemia entre os mais pobres nas cidades e unirá esforços regionais para trazer investimentos para áreas vulneráveis.

Para ampliar o impacto e o alcance do Plano de Resposta para a COVID-19, o ONU-HABITAT está lançando a campanha COVID-19 “Atue conosco nas cidades e comunidades”, que convida organizações da sociedade civil, grupos comunitários, instituições profissionais, acadêmicas e de pesquisa, empresas e autoridades locais a se comprometerem virtualmente a agir em solidariedade para combater a pandemia nas cidades e ajudar as comunidades mais vulneráveis.

A campanha fornecerá um local central para formar uma rede e compartilhar soluções, iniciativas, boas práticas, lições e histórias de parceiros e fortalecerá ações integradas para melhorar a resiliência das cidades e comunidades.

O Plano de Resposta e a Campanha COVID-19 fornecem um roteiro e um ponto de encontro para o compromisso combinado do ONU-HABITAT e sua rede de atores urbanos para apoiar respostas pró-ativas das cidades com o objetivo de proteger suas populações, deter a pandemia e trabalhar em prol da recuperação e resiliência.

Clique aqui para acessar o documento do plano de resposta (em inglês).

 

Fonte: ONU-HABITAT


Iraci Helena de Oliveira Falavina

A arquitetura vem auxiliando o setor da saúde, ao planejar e executar de forma rápida estruturas de emergência para o combate ao coronavírus. A lembrança foi resgatada pelo presidente da União Internacional dos Arquitetos (UIA), Thomas Vonier. Em carta dirigida às organizações associadas no mundo inteiro, o arquiteto lembrou que a UIA foi fundada em meio a outra calamidade: a Segunda Guerra Mundial.

O presidente comentou sobre os princípios dos arquitetos fundadores que enxergavam a profissão como uma força para o bem estar social. Por fim, Vonier adiciona que este é o reforço que a sociedade precisa no momento atual. A arquitetura tem o poder de reconstruir e recuperar o que precisa de assistência.

Leia a tradução completa da carta:

Caras seções membros da UIA,

Quando arquitetos criaram a União Internacional dos Arquitetos (UIA) em 1948, o mundo ainda estava se recuperando do pior evento que podemos lembrar: a Segunda Guerra Mundial. Nessas condições difíceis, os primeiros líderes da UIA viam a arquitetura como uma grande força na busca pelo bem social, capaz de guiar a reconstrução moderna de cidades em ruínas.⠀

O primeiro presidente honorário da UIA, August Perret, liderou a reconstrução de uma cidade inteira devastada por bombardeios aéreos – Le Havre, hoje Patrimônio Mundial da UNESCO.⠀

A UIA foi a primeira organização internacional de arquitetura a chamar atenção para os prejuízos globais causados pelo desenvolvimento indiscriminado e pelo uso abusivo de recursos naturais. Todas as declarações da UIA defendem a erradicação de habitações insalubres. A UIA abriu caminho para a UN Habitat e outras grandes instituições que trabalham para elevar a condição humana.⠀

Desde a sua fundação, a UIA tem sido a força internacional da profissão, estimulando arquitetos e arquitetas a trabalharem em uma aliança apartidária em direção a um mundo melhorado através do projeto. E é disso que precisamos hoje – primeiro, ajudar o mundo a combater firmemente a pandemia fatal, e, em seguida, ajudar as comunidades a se recuperarem e se reconstruírem, aplicando aprendizados que ajudarão a evitar futuras catástrofes ambientais e de saúde.⠀

A UIA continuará atuando como uma força positiva de liderança – para começar, compartilhando as melhores orientações disponíveis sobre a construção e o reaproveitamento de instalações para usos médicos emergenciais.⠀⠀

Hoje, assim como em 1948, os arquitetos e arquitetas devem se unir a serviço da sociedade, trazendo uma perspectiva e uma visão globais. Como a organização internacional da profissão, é nosso papel destacar pesquisas relevantes, promover o compartilhamento de informações e advogar por boas políticas”.

Thomas Vonier

União Internacional dos Arquitetos (UIA)


Comunicação CAU/SC

A Câmara de Vereadores de Curitibanos vai debater, em audiência pública na próxima quinta, dia 23 de maio, o tema “Simplificação do processo de regularização de obras em residências de uso unifamiliar executadas há mais de um ano no Município de Curitibanos”. O debate é promovido no âmbito da Comissão de Finanças e Orçamento e é aberto à população.  Participe e contribua com o debate!

Audiência da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de Curitibanos

Local: Plenário da Câmara de Vereadores de Curitibanos
Data:  23 de maio de 2019
Horário: 19h

Pauta: 
1. Simplificação do processo de regularização de obras em residências de uso unifamiliar executadas há mais de um ano no Município de Curitibanos.
2. Outros tópicos que forem pertinentes ao tema.


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Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados publica relatório

Comunicação CAU/SC

As ações da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados ao longo do ano de 2018 estão documentadas no relatório anual, publicado recentemente pela casa legislativa. Com o tema “Participação Social e o Direito à Cidade”, o documento detalha os acontecimentos nas áreas de mobilidade, habitação, saneamento e parcerias que viabilizaram discussões no contexto das cidades. Muitas delas contaram com a participação do CAU. A publicação está disponível on-line em formato digital para a acompanhamento e fiscalização das ações legislativas.

Para acessá-la, clique aqui


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Parque urbano e marina de Florianópolis sob consulta pública

Comunicação CAU/SC

A Prefeitura de Florianópolis disponibilizou nesta terça-feira (18) o edital da marina da Beira-Mar Norte para consulta pública nos próximos 30 dias. A proposta prevê a construção de um parque urbano de 123 mil metros quadrados e de uma marina privada com espaço para 624 embarcações e espaço para 60 vagas públicas.
O detalhamento do projeto e a consulta pública estão à disposição no site http://www.pmf.sc.gov.br/sistemas/consulta/parqueMarina/

Acesse e participe!

Com informações do jornal Notícias do Dia


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ONU quer saber opinião dos brasileiros sobre a vida nas cidades

Comunicação CAU/SC

Até 24 de dezembro, brasileiros poderão responder à pesquisa online da ONU ‘Cidades Sustentáveis’. Objetivo do levantamento é fazer uma radiografia dos centros urbanos onde moram os participantes. Disponibilizada gratuitamente no site e aplicativo Colab, a pesquisa traz 29 perguntas de múltipla escolha sobre temas como transporte, inclusão, serviços básicos e transparência.

Até 24 de dezembro, brasileiros poderão responder à pesquisa online da ONU Cidades Sustentáveis. Objetivo da enquete é fazer uma radiografia dos centros urbanos onde moram os participantes. Disponibilizada gratuitamente no site e aplicativo Colab, a pesquisa traz 29 perguntas de múltipla escolha sobre temas como transporte, inclusão, serviços básicos e transparência.

Proposta pelo Programa das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), a iniciativa visa estabelecer um diagnóstico sobre o cumprimento pelo Brasil dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS.

A consulta pede que os respondentes comparem a vida nos centros urbanos hoje e dois anos atrás. Os participantes deverão indicar, por exemplo, se concordam ou não com a afirmação “O acesso a transportes públicos seguros, acessíveis e sustentáveis na cidade onde vivo está melhorando”. Ou se acreditam que “a qualidade da gestão de resíduos — coleta de lixo e materiais recicláveis — na cidade onde vivo está aumentando”.

As perguntas da pesquisa estão relacionadas ao ODS nº 11, sobre cidades e comunidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Atualmente, mais da metade da população mundial mora em centros urbanos. No Brasil, o índice chega a 85%.

“É fundamental escutar a população e captar sua percepção sobre como a sua cidade está evoluindo rumo a esse objetivo e, assim, permitir uma análise mais precisa e coletiva da realidade das cidades brasileiras”, afirma o chefe da Unidade de Desenvolvimento de Capacidades do ONU-Habitat, Claudio Acioly.

“Esperamos que os resultados da consulta possam ajudar gestores municipais e tomadores de decisão a orientar políticas públicas capazes de responder aos desafios da urbanização, de forma eficiente e integrada, a partir da visão dos cidadãos e cidadãs que vivem e convivem em nossas cidades.”

A meta da agência é comparar as respostas dos brasileiros com dados oficiais de instituições nacionais — como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — e internacionais — como a própria ONU. A proposta é monitorar o desempenho das cidades do Brasil em relação ao que está previso no ODS nº 11. Os resultados serão publicados num relatório em 2019.

Para realizar o levantamento, a ONU-Habitat se uniu à Colab, uma start-up de gestão colaborativa que trabalha para criar pontes entre cidadãos e governos. Com 200 mil usuários no Brasil, a empresa mantém uma rede social onde é possível publicar sugestões ou pedidos de soluções sobre problemas como falta de iluminação, buracos nas estradas e ruas e estações de metrô e ônibus malcuidadas.

Quando a Prefeitura da cidade participa da Colab, as demandas são enviadas diretamente para os órgãos e servidores competentes. Os Executivos municipais também recebem materiais e oficinas sobre como incluir a participação dos cidadãos na gestão pública.

Com a tecnologia e metodologia da start-up, algumas Prefeituras aumentaram significativamente seus índices de atendimento às solicitações da população. Em Teresina, a resolução de demandas subiu de 39% em 2016 para atuais 74%.

“A colaboração dos cidadãos e a transparência são as melhores ferramentas para melhorar a gestão pública”, defende o CEO e cofundador da Colab, Gustavo Maia. “A tecnologia garante que o diálogo com a população seja feito com rapidez e eficiência e permite também que os resultados dessa conversa sejam medidos, o que facilita a avaliação dos gestores públicos.”

A Colab já realizou outras pesquisas públicas no Brasil, com a participação de oito Prefeituras, inclusive do Rio de Janeiro e Niterói. A empresa foi reconhecia em 2015 com o prêmio de aplicativo com maior impacto social, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Em 2017, a start-up foi escolhida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para um programa de aceleração que escolheu 16 companhias envolvidas com a promoção dos ODS.

 

Fonte: ONU/BR