Publicado no dia

No Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro), data que celebrou os 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Câmara Temática Mulheres na Arquitetura do CAU/SC promoveu a projeção do filme “Antonieta” no Palácio Cruz e Sousa, sede do Museu Histórico de Santa Catarina. O documentário resgata a história da professora catarinense Antonieta de Barros, primeira mulher negra a assumir um mandato popular no país, em 1935. A ação também fez parte do calendário da campanha 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e meninas.

Com a ação, a CT Mulheres na arquitetura, que atualmente ocupa uma cadeira no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM-Florianópolis), aceitou o desafio de abrir o diálogo com a sociedade sobre a temática da violência racial e contra as mulheres. “Foi uma conversa rica e emocionante, que reuniu pessoas com diversas histórias. Nos reunimos para ouvir ouvir relatos em primeira pessoa, aprender com quem sofre violência de gênero, raça, de classe e entender como a sociedade ainda pratica violências contras mulheres, principalmente as mulheres negras”, afirma a coordenadora da Câmara Temática, Juliana Dreher.

Sobre os 16 dias de ativismo contra a violência

A campanha internacional “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” mobiliza organizações da sociedade civil em ações pelo fim da cultura da violência contra mulheres e meninas. No Brasil, a campanha dura 21 dias, iniciando em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, e encerra no Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Sobre Antonieta de Barros

Nascida em 11 de julho de 1901, Antonieta foi criada pela mãe, lavadeira e escrava liberta que trabalhou como doméstica na casa do político Vidal Ramos, pai de Nereu Ramos. Foi a primeira mulher a integrar a Assembleia Legislativa de Santa Catarina e é reconhecida como a primeira negra brasileira a assumir um mandato popular. Educadora, jornalista e política, é, talvez, a principal personagem histórica de Santa Catarinense a provocar, ao mesmo tempo, os debates da educação inclusiva, da valorização da cultura negra e da emancipação feminina em plena metade do século 20. O documentário da cineasta Flávia Person foi lançado em 2015 e está disponível no Youtube.

Assista no Youtube

 


Deixe seu comentário