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31 de julho passa a ser o Dia Nacional da Mulher Arquiteta e Urbanista

Data deve contribuir para monitorar as políticas para a equidade dentro do CAU. "Diagnóstico apresenta em números o tamanho do desafio que temos para alcançar a equidade", afirmou a presidente do CAU/SC, Daniela Sarmento

Rosa Kliass foi a primeira arquiteta e urbanista a ganhar o Colar de Ouro do IAB, em 2019. Foi também a primeira mulher a compor a diretoria do IAB-SP, em 1959, e primeira presidente da ABAP (Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas), que ajudou a fundar.

Uma referência especial às mulheres da Arquitetura e Urbanismo foi aprovada, dia 7, durante a 11ª Plenária Extraordinária do CAU/BR: a instituição do Dia Nacional da Mulher Arquiteta e Urbanista a ser comemorado em 31 de julho. A nova data tem caráter mais do que comemorativo, pois representa um importante passo no compromisso do CAU/BR com a promoção da igualdade de gênero em todas as suas instâncias e em sua relação com a sociedade.

Esse compromisso também foi reforçado com a criação da Comissão Temporária de Política para a Equidade de Gênero por mais 5 meses, a partir de 31 de julho de 2020, que sucede a Comissão Temporária de Gênero, cujos trabalhos se encerram em abril. Essas decisões foram adotadas após a divulgação do 1º Diagnóstico de Gênero na Arquitetura e Urbanismo, do CAU/BR, que apontou inúmeras desigualdades entre arquitetas e arquitetos em diversas áreas.

Dados extraídos do SICCAU revelam que as mulheres são 64% e os homens 36% da categoria. Em todos os Estados brasileiros as arquitetas são maioria, sendo que em 22 deles o percentual aumentou no último ano. A criação do Dia da Mulher Arquiteta e Urbanista possibilitará, também, a promoção de reflexões sobre ações e políticas que necessitam ser construídas na categoria e na sociedade para a promoção da igualdade entre mulheres e homens, a partir dos dados do 1º Diagnóstico.

“O diagnóstico apresenta em números o tamanho do desafio que temos para alcançar a equidade”, afirmou a presidente do CAU/SC, Daniela Sarmento, durante a 106ª Reunião Plenária Ordinária do CAU/SC (assista aqui) . Para a arquiteta, que integra a Comissão Temporária de Gênero, a data servirá como um marco para que o sistema CAU possa aferir, a cada ano, a evolução das suas políticas rumo ao equilíbrio das condições das arquitetas, em especial as arquitetas negras. “O diagnóstico nos mostrou diretrizes e a data de 31 de julho serve para que todos os CAU/UF possam atualizar o diagnóstico “, explica. A elaboração da Política para a Equidade de Gênero para mitigar as lacunas de gênero que foram identificadas pelo 1º Diagnóstico de Gênero na Arquitetura e Urbanismo é uma das próximas tarefas da Comissão Temporária.

Acesse o 1º Diagnóstico de Gênero na Arquitetura e Urbanismo

Com informações do CAU/BR


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