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Diversos CAU/UF celebram nesse 20 de novembro, com publicações em seus sites e redes sociais, o Dia Nacional da Consciência Negra, criado pela Lei nº 12.519/2011. A data homenageia  Zumbi dos Palmares, último líder do maior quilombo do período colonial brasileiro. A Lei também determinou a inclusão de “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar.
O CAU/RS lembra em seu site que “novembro é o mês que marca a luta por igualdade e respeito, mas o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer. Após 131 anos do fim da escravidão, o racismo ainda está presente na sociedade brasileira. No futebol, no jornalismo, nos mercados, em escolas e universidades. Na Arquitetura e Urbanismo, o cenário não é muito diferente. Os Conselhos de Arquitetura não possuem recorte racial, o que impossibilita a construção de políticas públicas direcionadas a partir de dados sólidos. Partindo desse princípio, sabemos que a discriminação racial pode vir de qualquer lugar, e a luta por igualdade se faz ainda mais necessária”. O CAU/AM, CAU/BA, CAU/RO e CAU/RR igualmente publicaram posts em seus redes sociais.

Onde estão os arquitetos e arquitetas negras?

“Existem vários arquitetos negros. Existem, inclusive, muitos arquitetos africanos. Só que são pessoas que estão criando coisas e que não estão fazendo parte da nossa literatura enquanto referência”, conta a arquiteta e urbanista Stephanie Ribeiro no vídeo Quem pensa as cidades? Racismo na arquitetura, produzido pelo Canal Preto. Assim como muitos arquitetos, Stephanie relata que não se sente representada no seu meio de atuação. Confira:

Pensando na falta de representatividade de arquitetas e urbanistas negras no mercado brasileiro, começaram a surgir projetos para dar visibilidade para os profissionais. O Arquitetas e Arquitetos Negros pelo Mundo, por exemplo, realiza um mapeamento da presença negra nos campos da Arquitetura, Urbanismo e Planejamento Urbano. O objetivo é construir um banco de referências que represente profissionais de diferentes nacionalidades, locais de formação e atuação. Clique aqui para acessar ao formulário. O coletivo Arquitetas Invisíveis também possui um formulário em aberto para o mapeamento das arquitetas negras presentes no mundo da Arquitetura e Urbanismo, que estiveram ou estão ativas, num recorte primordial de raça e de gênero.

A arquiteta Gabriela de Matos, de Belo Horizonte (MG), desenvolveu o projeto Arquitetas Negras. “É a primeira ação que estamos desenvolvendo para diminuir a desigualdade de gênero e de raça na Arquitetura”, explica. Em 2018, o coletivo realizou um mapeamento online para catalogar, divulgar e potencializar o trabalho de mulheres negras nas áreas da Arquitetura, Design e Urbanismo. O objetivo é divulgar a pesquisa em um banco de dados público produzido pela iniciativa. Em agosto deste ano, o projeto também lançou a primeira edição da Revista Arquitetas Negras Vol.1, a primeira publicação de arquitetura e urbanismo produzida exclusivamente por arquitetas negras. Gabriela de Matos também marcou presença no 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos, no painel “Mulheres e arquitetura: atuação e estratégias”, onde apresentou o projeto e as ações realizadas pela iniciativa.

Fonte: CAU/BR


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